Publicado 21/08/2025 09:17

A sepse pode matar até mesmo pessoas previamente saudáveis se for detectada tarde demais, segundo estudo

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GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / KUPICOO - Arquivo

MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -

A sepse pode matar até mesmo pessoas previamente saudáveis (sem doenças associadas) se for detectada tarde demais, de acordo com um estudo da Universidade de Michigan (EUA).

Especificamente, 10% dos pacientes hospitalizados com sepse estudados nessa pesquisa eram previamente saudáveis e muitos dos que acabaram morrendo o fizeram porque era tarde demais para intervir.

A pesquisa utilizou dados de 66 hospitais de Michigan sobre mais de 25.000 pacientes com sepse entre 2020 e 2024 e identificou um subconjunto como previamente saudável, sem grandes problemas de saúde, como câncer, doença pulmonar crônica e insuficiência cardíaca. Os pacientes previamente saudáveis tendiam a ter um grau menor de falência de órgãos na chegada ao hospital e mais sepse relacionada à covid-19.

O tratamento para esses pacientes também foi diferente, com menor adesão às práticas de gerenciamento de sepse, como coleta de hemocultura e administração oportuna de antibióticos.

Os pacientes que morreram tendiam a ser mais velhos e apresentavam mais disfunção respiratória aguda, estado mental alterado e choque na admissão ao hospital. Além disso, os pesquisadores observam que, durante o tratamento, esses pacientes também receberam vasopressores e ventilação mecânica invasiva com mais frequência do que os sobreviventes.

Eles também observaram que a maioria de suas mortes foi considerada "inevitável" devido ao estado de saúde em que se encontravam quando chegaram ao hospital. De modo geral, quase 10% dos pacientes com sepse, previamente saudáveis, morreram dentro de 90 dias após a hospitalização.

"Algumas dessas mortes trágicas entre pessoas previamente saudáveis poderiam ter sido evitadas se a doença tivesse sido prevenida por vacinação ou detectada e tratada precocemente, antes de ficarem doentes o suficiente para chegar ao hospital", diz a pesquisadora e líder do estudo Rachel Hechtman. Ela conclui que os esforços para aumentar a conscientização sobre a sepse entre o público e os socorristas seriam uma vitória para todos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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