Publicado 28/04/2026 08:18

A SEPAR e a SEMST alertam que a exposição ao pó de sílica provoca um aumento das doenças respiratórias graves

Archivo - Arquivo - Pulmões, radiografia de tórax
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / - Arquivo

MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -

A exposição à poeira de sílica proveniente de pedras artificiais está causando um aumento de doenças respiratórias graves na população trabalhadora, especialmente em setores como a marmoraria, a construção civil e a fabricação de bancadas, conforme alertaram a Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR) e a Sociedade Espanhola de Medicina e Segurança do Trabalho (SEMST).

Por isso, ambas as sociedades científicas estão elaborando um posicionamento conjunto que será divulgado ainda este ano, com o objetivo de estabelecer “recomendações claras” baseadas em evidências para a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento clínico dessas patologias.

A SEPAR e a SEMST fizeram, nesse contexto, um apelo às autoridades, empresas e profissionais para reforçar o compromisso com a saúde respiratória no ambiente de trabalho e avançar em direção a “ambientes de trabalho mais seguros, onde o desenvolvimento industrial não comprometa a saúde das pessoas”.

Nos últimos anos, observou-se um aumento nos casos de silicose acelerada e outras doenças pulmonares intersticiais difusas (DPID) associadas ao manuseio de pedra artificial, um material amplamente utilizado que pode gerar altas concentrações de pó respirável se não forem aplicadas as medidas de proteção adequadas.

Ao contrário da silicose, causada por materiais naturais, essas formas emergentes afetam trabalhadores mais jovens e apresentam uma evolução mais rápida e agressiva.

SISTEMAS DE PREVENÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

A SEPAR alertou que esse fenômeno destaca a necessidade de adaptar os sistemas de prevenção às novas realidades do trabalho, bem como de reforçar a coordenação entre a saúde ocupacional e o sistema de saúde para “melhorar a detecção e o acompanhamento dos casos”.

A coordenadora da área de Pneumologia Ambiental e Ocupacional da SEPAR, Sandra Dorado, destacou que o surgimento de novos materiais e processos produtivos não pode se sobrepor à proteção da saúde.

“Estamos observando formas graves de doenças respiratórias em trabalhadores jovens que poderiam ter sido evitadas com medidas adequadas de prevenção e controle. Essa posição conjunta visa precisamente nos anteciparmos, gerar conhecimento e colocá-lo em prática para evitar que esses casos continuem aumentando”, afirmou.

Por sua vez, a SEMST ressaltou que os equipamentos de proteção individual devem ser considerados como “a última medida na prevenção de riscos ocupacionais”. Em contrapartida, a substituição de materiais nocivos por alternativas seguras, bem como a implementação de sistemas de trabalho fechados, são medidas prioritárias para garantir uma prevenção adequada.

Essas medidas permitem reduzir significativamente a incidência não apenas de patologias respiratórias, mas também de câncer e doenças autoimunes.

Ambas as associações destacaram que a prevenção continua sendo “a ferramenta mais eficaz”: a substituição dos materiais por outros sem conteúdo de sílica cristalina ou outros componentes nocivos, a ventilação adequada dos locais de trabalho, o uso de sistemas de corte úmido, a utilização de equipamentos de proteção individual adequados e a vigilância periódica da saúde dos trabalhadores são “elementos-chave para reduzir a exposição”.

Ao mesmo tempo, elas insistiram na importância de melhorar a formação e a conscientização tanto dos empregadores quanto dos trabalhadores, bem como de garantir o cumprimento da legislação vigente em matéria de segurança do trabalho.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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