Publicado 27/08/2026 13:30

A SEPAR promove, em seu Ano das Vias Aéreas, o diagnóstico precoce e o tratamento conjunto da asma, da DPOC e das bronquiectasias

Archivo - Arquivo - Homem com DPOC, oxigênio, respirar
WWING/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR) deu início ao Ano SEPAR das Vias Aéreas 2026-2027, sob o lema “Ouça sua respiração”, uma iniciativa que busca promover o diagnóstico precoce e o tratamento integrado da asma, da DPOC e das bronquiectasias.

“Não podemos continuar encarando a asma, a DPOC e as bronquiectasias como compartimentos isolados. As vias aéreas são uma unidade funcional e, por isso, nossos pacientes precisam de um atendimento integrado, coordenado e baseado no diagnóstico precoce”, afirmou Patricia Sobradillo, coordenadora do Ano SEPAR das Vias Aéreas 2026-2027.

As doenças das vias aéreas constituem um dos principais motivos de consulta na Atenção Primária e na Pneumologia e afetam milhões de pessoas. Na Espanha, estima-se que 12,1% da população sofra de DPOC, 7% de asma e 3,6% de bronquiectasias.

Além de sua elevada prevalência, essas patologias geram um importante ônus econômico. A DPOC representa um custo estimado de 38.600 milhões de euros por ano na União Europeia; a asma, cerca de 19 bilhões de euros em custos de saúde e sociais na Europa; e, no caso das bronquiectasias, o gasto médio anual chega a 4.000 euros por paciente, o que reflete o significativo consumo de recursos de saúde que essas doenças acarretam.

O DESAFIO DO SUBDIAGNÓSTICO E A ABORDAGEM CONJUNTA DAS VIAS AÉREAS

Nesse contexto, a SEPAR destaca que o subdiagnóstico continua sendo um dos principais desafios. Estima-se que 78% das pessoas com DPOC não tenham sido diagnosticadas, enquanto, no caso da asma, o subdiagnóstico oscila entre 20% e 70%. No caso das bronquiectasias, persistem importantes limitações diagnósticas, relacionadas, entre outros fatores, ao baixo uso da tomografia computadorizada torácica.

Além disso, 51% das pessoas com sintomas respiratórios persistentes não procuram um profissional de saúde. Frequentemente, sintomas como tosse persistente, produção de muco, falta de ar ou infecções respiratórias recorrentes são considerados normais ou atribuídos a outras causas, atrasando o diagnóstico e o início do tratamento.

Por isso, o Ano da Via Aérea da SEPAR lançará ações de conscientização voltadas para a população, a fim de promover o reconhecimento precoce de sintomas como tosse persistente, dispneia ou infecções respiratórias recorrentes, com o objetivo de incentivar a consulta médica dos pacientes com sintomas.

AÇÕES PREVISTAS

O Ano SEPAR das Vias Aéreas surge com o objetivo de deixar um legado e impulsionar uma mudança real na assistência respiratória, promovendo um modelo de abordagem conjunta que considere as vias aéreas como uma unidade funcional e permita melhorar o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento dessas doenças.

Para isso, o Ano SEPAR promoverá a coordenação entre os níveis de atendimento (Atenção Primária e Pneumologia) e com as diversas especialidades envolvidas, impulsionará critérios e protocolos comuns e reforçará a formação do médico de família como primeiro ponto de contato diante dos sintomas respiratórios.

Além disso, promoverá a colaboração das farmácias comunitárias na detecção precoce de possíveis casos, favorecerá um atendimento cada vez mais personalizado, baseado nos diferentes fenótipos dos pacientes e nas novas terapias biológicas disponíveis, e potenciará a educação e o empoderamento das pessoas com essas doenças para melhorar sua qualidade de vida

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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