Publicado 07/09/2026 09:25

A SEPAR lembra que, para preservar por mais tempo a função pulmonar na fibrose pulmonar idiopática, é necessário diagnosticá-la mais

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MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -

A coordenadora da Área de Doença Pulmonar Intersticial Difusa (EPID) da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR), a Dra. Ana Villar, lembrou que “preservar por mais tempo a função pulmonar e a qualidade de vida das pessoas com fibrose pulmonar idiopática” passa por “diagnosticar mais cedo” a doença.

“Garantir um acompanhamento especializado e continuar pesquisando para dispor de novas estratégias terapêuticas” são os outros “pilares” que ela citou para “melhorar o prognóstico dos pacientes” com essa patologia pulmonar crônica, progressiva, grave e de causa desconhecida que provoca uma deterioração progressiva da função pulmonar.

No entanto, e coincidindo com a comemoração, nesta segunda-feira, 7 de setembro, do Dia Mundial da Fibrose Pulmonar Idiopática, Villar destacou os “avanços importantes no seu conhecimento e tratamento” obtidos “nos últimos anos”. Por isso mesmo, ele enfatizou que é necessário otimizar o diagnóstico precoce, pois este “é fundamental para que o paciente possa ser avaliado em uma unidade especializada e para que sejam iniciadas as estratégias terapêuticas e de acompanhamento adequadas antes que ocorra uma deterioração maior da função pulmonar”.

A esse respeito, ele lembrou os sintomas mais frequentes, como a falta de ar progressiva e a tosse seca persistente, que podem ser comuns a outras doenças respiratórias; por isso, às vezes, o diagnóstico pode ser adiado. Diante disso, e de sintomas que persistem ou se agravam com o tempo, é importante consultar um profissional de saúde para determinar sua origem.

AVANÇOS

Entre os avanços observados, a Comissão Europeia concedeu, em julho, a autorização de comercialização do nerandomilast, medicamento comercializado como “Jascayd”, para o tratamento de adultos com fibrose pulmonar idiopática e progressiva. De acordo com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), esse medicamento apresenta um mecanismo de ação diferente do de outras terapias para essas doenças e atua inibindo preferencialmente a enzima PDE4B, envolvida nos processos de fibrose e inflamação pulmonar.

Além disso, foram publicados recentemente na revista especializada “The New England Journal of Medicine” os resultados dos ensaios clínicos de Fase 3 “TETON-1” e “TETON-2”, nos quais o tratamento com treprostinil inalatório está associado a uma menor redução da capacidade vital forçada em comparação com o placebo, bem como a um menor risco de agravamento clínico.

Por isso, Villar insistiu que é “prioritário” continuar “impulsionando a pesquisa em doenças pulmonares intersticiais”, bem como “promover o diagnóstico precoce e garantir que os pacientes tenham acesso a atendimento especializado”. “O tratamento dessas patologias requer uma abordagem multidisciplinar, na qual participem pneumologistas, radiologistas, patologistas, profissionais de enfermagem e fisioterapia respiratória, juntamente com outros especialistas, de acordo com as necessidades de cada paciente”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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