Publicado 03/06/2026 09:05

A SEPAR destaca que “a necessidade de órgãos continua sendo uma realidade”, apesar de a Espanha ser “líder” em transplantes

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MICROSTOCKHUB/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR) destacou que, embora a Espanha seja “líder mundial” em doação e transplantes de órgãos, e que tenham sido realizados 556 desses procedimentos na área pulmonar em 2025, “a necessidade de órgãos continua sendo uma realidade”.

“Manter e reforçar a cultura da doação continua sendo fundamental para oferecer uma oportunidade terapêutica a todos os pacientes que precisam dela”, indicou, e é que “apesar dos excelentes resultados alcançados pelo sistema espanhol, mais de 5.000 pessoas permaneciam na lista de espera para receber um transplante no final de 2025”.

Por ocasião da comemoração, nesta quarta-feira, 3 de junho, do Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos, esta sociedade científica destacou esse alerta, embora tenha ressaltado os últimos dados gerais fornecidos pela Organização Nacional de Transplantes (ONT). Estes mostram que “durante o ano passado foram realizados 6.334 transplantes de órgãos e registrados 2.547 doadores, atingindo uma taxa de 51,9 doadores por milhão de habitantes”, expôs.

“Essa atividade permitiu salvar ou melhorar a vida de milhares de pacientes e consolida mais de três décadas de liderança internacional do chamado modelo espanhol de transplantes”, continuou, ao mesmo tempo em que agradeceu “a generosidade dos doadores e de suas famílias, verdadeiros protagonistas desses resultados”. Além disso, reconheceu “o trabalho dos profissionais de saúde envolvidos em todo o processo de doação e transplante”.

“Quando falamos de doação de órgãos, costumamos pensar em números, mas por trás de cada transplante há uma história de generosidade extraordinária”, destacou o membro da área de Pneumologia Intervencionista, Função Pulmonar e Transplante da SEPAR, o Dr. Víctor Manuel Mora, que acrescentou que “para muitos pacientes respiratórios, um transplante pulmonar não melhora a vida: literalmente permite que continuem a vivê-la”.

LÍDER TAMBÉM NA ÁREA PULMONAR

Nesse contexto, essa organização, que afirmou que, em transplantes pulmonares, a Espanha está “entre os líderes mundiais”, apesar de “um ligeiro declínio em relação ao ano anterior”, sustentou que essa modalidade terapêutica é “uma das mais complexas de toda a atividade transplantadora”.

"O transplante pulmonar representa, em muitos casos, a única opção terapêutica para pacientes com doenças respiratórias avançadas, como a fibrose pulmonar, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) em fase terminal, a hipertensão pulmonar ou determinadas doenças raras", afirmou, em seguida, insistiu que, “graças à doação, centenas de pessoas podem ter acesso, a cada ano, a uma alternativa que lhes permite recuperar a qualidade de vida e aumentar significativamente sua sobrevida”.

Para concluir, e destacando que é necessário “continuar impulsionando a inovação e o desenvolvimento de novas estratégias que permitam ampliar o número de órgãos disponíveis”, declarou que “a Espanha continua liderando a utilização da doação em assistolia, que já representa mais da metade de todos os doadores falecidos”. Além disso, “contribuiu de forma decisiva para o crescimento sustentado da atividade de transplantes”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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