Publicado 06/08/2026 06:17

A SEPAR destaca que apenas 50% dos pacientes com asma e DPOC seguem o tratamento e pede que ele não seja negligenciado no verão

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MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

A membro da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR), a doutora Andrea Trisán, destacou que apenas 50% dos pacientes com doenças crônicas, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e bronquiectasias, cumprem corretamente seu tratamento, razão pela qual pediu que ele não seja negligenciado no verão.

“Pensar que no verão não há infecções respiratórias é um erro”, afirmou ela, ressaltando em seguida que “embora alguns vírus sejam mais frequentes em outras épocas, essas infecções podem surgir durante todo o ano”. “Além disso, viagens, aeroportos, estações de trem e outros locais movimentados aumentam o contato entre as pessoas, facilitando o contágio”, explicou.

Na opinião da integrante do Comitê do Ano da SEPAR para as Vias Aéreas, “também há fatores próprios do verão que podem agravar os sintomas respiratórios, como o calor, a poluição, a fumaça dos incêndios, a neblina, o ar-condicionado, alguns pólenes e a falta de hidratação”. “Por tudo isso, é fundamental seguir as orientações de tratamento estabelecidas pelo médico”, insistiu.

RECOMENDAÇÕES

Como a medicação permite que os pacientes com doenças respiratórias fiquem mais protegidos, enquanto interromper o tratamento agrava os sintomas e provoca crises que podem levar a atendimentos de emergência e internações, as recomendações para manter a adesão terapêutica no verão baseiam-se, em primeiro lugar, em garantir que se leve medicação suficiente e em suas embalagens originais antes de viajar.

Também é necessário guardar os inaladores, antibióticos e nebulizadores na bagagem de mão; manter o inalador de resgate sempre à mão; levar um laudo médico recente; não interromper o tratamento habitual nem a fisioterapia respiratória, mesmo quando se sentir bem; consultar como ajustar as doses em caso de mudança de fuso horário; e associar a medicação às rotinas diárias, utilizando alarmes.

Além disso, é preciso entrar em contato com antecedência suficiente com a empresa de terapias respiratórias para que ela ajude o paciente a realizar os trâmites necessários para o transporte de dispositivos de oxigênio e nebulizadores, e consultar as normas da companhia aérea antes de voar. Além disso, é recomendável ter um seguro de viagem e verificar sua cobertura.

A BOA ADESÃO É CONSIDERADA A PARTIR DE 80% DE ADESÃO

Nesse contexto, Trisán explicou que, em doenças como a asma e a DPOC, considera-se boa adesão quando o paciente toma uma porcentagem igual ou superior a 80% da medicação prescrita e segue as doses durante o tempo indicado. Além disso, a técnica de inalação deve ser correta e, no caso das bronquiectasias, isso também inclui o cumprimento da medicação e da fisioterapia respiratória.

Por outro lado, o não cumprimento das orientações prescritas — o que varia de acordo com diversos fatores, como idade, gravidade da doença, número de medicamentos, frequência das doses, tipo de inalador, presença de efeitos adversos e custo — traz consequências que também diferem dependendo da doença.

Assim, na asma, reduzir ou interromper o tratamento com corticosteroides inalatórios pode levar ao reaparecimento da inflamação dos brônquios, o que pode aumentar a dificuldade para respirar, a produção de muco e a tosse. Na DPOC, por sua vez, o uso incorreto dos broncodilatadores pode dificultar a expiração do ar dos pulmões, de modo que o paciente pode sentir mais falta de ar, se cansar mais e até mesmo ter maior limitação para realizar suas atividades diárias.

Quanto às bronquiectasias, a não adesão ao tratamento pode resultar em retenção de secreções, o que facilita o crescimento de bactérias e o risco de infecções respiratórias. De qualquer forma, nas três patologias, esse problema aumenta o risco de sofrer exacerbações, procurar o pronto-socorro, necessitar de internação e, inclusive, de mortalidade.

“Nas três doenças, as exacerbações recorrentes, por sua vez, estão associadas à deterioração da qualidade de vida, à progressão do dano pulmonar e a um pior prognóstico a longo prazo — problemas que podem surgir em qualquer época do ano, inclusive no verão”, concluiu Trisán.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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