Publicado 12/01/2026 07:26

A SEPAR alerta que mais de dois milhões de pessoas podem ter apneia do sono sem saber na Espanha.

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OLIMPYA QUIRONSALUD - Arquivo

MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR) alertou que a apneia do sono continua sendo uma das doenças respiratórias mais subdiagnosticadas na Espanha, já que se estima que mais de dois milhões de pessoas possam sofrer dela sem diagnóstico, enquanto cerca de 600.000 já estão em tratamento.

Com o objetivo de reverter essa situação, a SEPAR dedica o Ano SEPAR 2025/2026 aos distúrbios respiratórios do sono, uma iniciativa que busca sensibilizar, formar e transformar a visão que a sociedade, as instituições e os profissionais de saúde têm sobre essas patologias, e colocá-las como uma prioridade de saúde pública.

A apneia do sono, conhecida clinicamente como síndrome da apneia e hipopneia do sono (AOS), é caracterizada por pausas repetidas na respiração durante o sono, o que provoca um descanso não reparador e uma diminuição da oxigenação. A SEPAR destaca que sua prevalência cresce entre 8% e 10% ao ano e está associada a um maior risco de hipertensão arterial, doença coronariana, acidente vascular cerebral, diabetes e deterioração cognitiva, além de aumentar significativamente o risco de acidentes de trânsito e de trabalho.

Nesse contexto de conscientização, a SEPAR lançou recentemente um novo podcast informativo no qual profissionais especialistas da Sociedade conversam com personalidades conhecidas sobre diferentes doenças respiratórias, com o objetivo de aproximar essas patologias da população a partir de uma perspectiva próxima e real.

O primeiro episódio conta com o testemunho do cantor Francisco González, que compartilha sua experiência pessoal com a doença pulmonar intersticial difusa (DPID) e a apneia do sono. Durante a conversa, o artista relata o impacto que a apneia teve em sua vida cotidiana e em sua segurança: “Em três ocasiões, estive prestes a morrer em um acidente de carro. Adormeci ao volante; em uma delas, fui até mesmo atingido por um caminhão”, explica, destacando um dos riscos menos conhecidos, mas mais graves, dessa doença quando não é diagnosticada e tratada a tempo. A SEPAR destaca que o testemunho de pacientes e figuras públicas é fundamental para dar visibilidade a uma patologia que, durante anos, permaneceu normalizada e invisível, apesar de suas consequências. A sociedade científica insiste na importância de reconhecer os sintomas — como sonolência diurna excessiva, roncos intensos, pausas respiratórias durante o sono ou fadiga persistente — e de facilitar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado. “A apneia do sono é uma doença frequente, tratável e controlável. Sua detecção precoce permite prevenir complicações graves, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir riscos evitáveis, como acidentes de trânsito relacionados à sonolência”, conclui a SEPAR.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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