Publicado 19/09/2026 05:33

A SEPA promove suas recomendações dos “Princípios para a Saúde Bucal” também nos Estados Unidos

A SEPA promove suas recomendações dos “Princípios para a Saúde Bucal” também nos Estados Unidos
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MADRID 19 set. (EUROPA PRESS) -

Um grupo de especialistas, entre os quais se encontravam membros da Sociedade Espanhola de Periodontia e Osseointegração (SEPA) e de sua Fundação, realizou uma reunião em Nova Jersey (Estados Unidos), na qual foram promovidas as recomendações do documento “Principles for Oral Health” (Princípios para a Saúde Bucal).

Assim, o grupo multidisciplinar de especialistas avançou na definição de orientações adaptadas à realidade dos cuidados de saúde bucal nos Estados Unidos, com o objetivo de reforçar a prevenção e o tratamento das doenças periodontais. Tudo isso com base em uma iniciativa liderada pela Fundação SEPA e patrocinada pela LISTERINE.

Participaram deste encontro membros de diferentes especialidades e instituições, como a Diretora de Assuntos Médicos da Oral Care, Kenvue, Smruti Nair, que destacou que “a prevenção deve ocupar um lugar central no tratamento periodontal”. “Transformar uma ciência rigorosa em recomendações práticas e personalizadas para a equipe odontológica nunca foi tão importante”, afirmou ela.

A esse respeito, os especialistas apresentaram dados como o fato de que 42,2% dos adultos norte-americanos com 30 anos ou mais e dentição natural apresentam algum grau de periodontite, de acordo com a Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição (NHANES, na sigla em inglês). Por isso, é necessário identificar os grupos com maior incidência da doença ou com maiores dificuldades para manter um controle adequado do biofilme e incorporar a avaliação individual de risco às estratégias de prevenção.

Nesse sentido, tem-se destacado que a prevenção da doença periodontal começa com um controle eficaz da gengivite, uma condição inflamatória reversível das gengivas que antecede a periodontite. Por isso, o manejo da gengivite representa uma importante oportunidade de intervenção e prevenção, de modo que a higiene bucal realizada pelo próprio paciente — por meio da escovação dentária e da limpeza interdental — continua sendo a pedra angular da abordagem, da prevenção e do tratamento das doenças periodontais.

Além disso, foi destacado que as evidências científicas revisadas apoiam o uso de determinados agentes antissépticos e enxaguantes bucais como complemento às medidas mecânicas de higiene bucal. Assim, os óleos essenciais, a clorexidina e o cloreto de cetilpiridínio demonstraram maior eficácia na redução do biofilme dentário e da inflamação gengival quando utilizados em conjunto com o controle mecânico.

No entanto, seu papel deve ser enquadrado em uma abordagem personalizada e baseada no risco, uma vez que os produtos não devem ser recomendados rotineiramente para toda a população. A individualização também é especialmente importante em pacientes que já receberam tratamento para periodontite e estão incluídos em programas de manutenção periodontal.

IDENTIFICAR OS MOTIVOS QUE DIFICULTAM O CONTROLE DO BIOFILME

Por outro lado, eles apontaram que é necessário identificar as circunstâncias que podem dificultar o controle diário do biofilme. Entre os fatores locais estão a dificuldade de acessar determinadas áreas e limpá-las adequadamente, além de certas características anatômicas que favorecem a retenção do biofilme. Pacientes com restaurações protéticas extensas ou complexas também podem exigir uma atenção específica.

Já entre os fatores gerais, incluem-se certas doenças crônicas, especialmente quando o diabetes não está adequadamente controlado; fragilidade e idade avançada; limitações temporárias ou permanentes da destreza manual; e baixa motivação para manter medidas adequadas de higiene bucal. A recuperação após determinados procedimentos cirúrgicos também pode limitar temporariamente a capacidade do paciente de realizar uma higiene bucal mecânica adequada.

“Nem todos os pacientes têm a mesma capacidade de alcançar um controle eficaz do biofilme por meio de medidas mecânicas”, insistiu o co-líder do projeto e professor clínico da Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan (Estados Unidos), o Dr. Gustavo Ávila-Ortiz, que considera que “é fundamental identificar as circunstâncias que podem dificultar a higiene bucal diária e avaliar quando uma estratégia complementar pode trazer um benefício adicional”.

As recomendações, que também abordam situações clínicas nas quais o controle mecânico do biofilme pode ficar temporariamente comprometido, apontam, na opinião da também co-líder do projeto e professora associada de Periodontologia da Faculdade de Odontologia da Universidade Complutense de Madri (UCM), a Dra. Ana Molina, que “o valor dos antissépticos não reside em substituir a escovação dentária ou a limpeza interdental, mas em sua capacidade de oferecer um apoio adicional”,

Além disso, os estudos mostram que crianças menores de seis anos e pessoas que não conseguem controlar adequadamente a deglutição devem evitar o uso de enxaguantes bucais para prevenir sua ingestão acidental. Além disso, sua segurança ainda não foi suficientemente estudada em mulheres grávidas ou em período de lactação; por isso, devem-se seguir as normas locais e as orientações dos profissionais de saúde responsáveis.

De modo geral, este trabalho busca incorporar a avaliação individual de risco à prevenção periodontal, pois as evidências disponíveis permitem identificar situações em que determinadas estratégias complementares podem trazer um benefício adicional, mas seu uso deve sempre ser integrado a uma abordagem baseada no controle mecânico do biofilme, na educação do paciente e no acompanhamento profissional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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