Publicado 16/03/2026 11:22

A SEPA destaca que uma boa saúde bucal contribui para um envelhecimento mais saudável e com melhor qualidade de vida

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DENTAID

MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - A presidente da Sociedade Espanhola de Periodontia e Osteointegração (SEPA), Paula Matesanz, destacou que promover uma boa saúde bucal, por meio de consultas periódicas e estratégias preventivas baseadas em evidências, reduz a incidência de doenças e contribui para um envelhecimento mais saudável e com melhor qualidade de vida.

Foi o que afirmou Matesanz durante sua participação no VIII Simpósio DentaidSEPA, realizado sob o lema “Saúde bucal ao longo da vida: como fazer com que os 60 sejam os novos 40”, no qual os especialistas destacaram que “a saúde bucal é um fator determinante para alcançar e manter um envelhecimento saudável”.

Na mesma linha, a ministra da Saúde, Mónica García, destacou em uma declaração institucional em vídeo que o objetivo primordial é “fazer com que as pessoas vivam mais anos, com mais saúde e maior qualidade de vida”. Conforme ela ressaltou, “a saúde bucodental incide diretamente na qualidade de vida, existindo um consenso cada vez mais amplo de que não há saúde geral sem saúde bucodental e, portanto, cuidar da boca ao longo de toda a vida é um dos investimentos mais eficazes que podemos fazer em saúde pública”. E, para isso, “a colaboração com a comunidade científica e com o meio de pesquisa é absolutamente essencial, sendo a SEPA uma aliada fundamental”, concluiu.

Durante o evento, foram relembrados os resultados de um estudo da Dentaid que revela que as doenças periodontais afetam mais de 60% das pessoas com mais de 65 anos, o que destaca a importância de um atendimento preventivo e personalizado.

Além disso, foram apresentados os resultados de uma pesquisa populacional realizada com mais de 2.400 pessoas na Espanha, que confirma que a saúde bucal é percebida como um componente-chave do bem-estar geral. Entre a população com mais de 60 anos, 78% consideram fundamental o papel do profissional de odontologia para manter uma boa saúde bucal, priorizando a funcionalidade e o conforto em detrimento da estética.

Nesse contexto, os especialistas insistiram que uma boca saudável na terceira idade não se improvisa, mas é o resultado de anos de prevenção, educação e acompanhamento profissional. “Devemos lembrar que sem pesquisa não há conhecimento, sem conhecimento não há divulgação e sem divulgação não há educação, prevenção e mudança. É esse conhecimento que permite adotar hábitos de saúde que fazem a diferença ao longo da vida. Por isso, se queremos uma longevidade saudável, com autonomia e bem-estar, a saúde bucal deve ser cuidada ao longo de toda a vida. Manter uma boca saudável é ganhar qualidade de vida hoje e no futuro”, afirma Manel Vera, CEO da Dentaid. Do ponto de vista clínico, os especialistas destacaram a importância de adaptar as rotinas de higiene e os protocolos preventivos às necessidades reais dos idosos, especialmente quando existem limitações físicas, deterioração cognitiva ou polimedicação. "A escovação mecânica eficaz com cremes dentais fluorados, o uso sistemático de escovas interdentais e, ocasionalmente, o uso de medidas complementares como enxaguantes bucais, continuam sendo pilares preventivos indispensáveis para preservar a saúde bucal e a função mastigatória na terceira idade", explicou Lorenzo de Arriba, estomatologista e professor da Faculdade de Odontologia da Universidade Complutense de Madri.

O VIII Simpósio DentaidSEPA foi encerrado reforçando uma ideia compartilhada por todos os especialistas: “Em uma sociedade cada vez mais longeva, a saúde bucal deve ocupar um lugar central nas estratégias de prevenção e cuidados ao longo da vida, avançando para um modelo mais preventivo, coordenado e personalizado”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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