MADRID 9 out. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal da cidade francesa de Nimes sentenciou a dez anos de prisão Husamettin Dogan, a única pessoa condenada pelos múltiplos estupros sofridos por Gisèle Pelicot e organizados por seu próprio marido. Ele recorreu após um primeiro julgamento que terminou em dezembro de 2024 e que, em seu caso particular, resultou em uma sentença de nove anos.
Dogan, 44 anos, alegou durante os três primeiros dias do julgamento que foi "enganado" por Dominique Pelicot, a quem descreveu como um "manipulador". De acordo com sua versão, ele achava que Pelicot havia de fato obtido o consentimento de sua esposa, fato que já havia sido provado errado no primeiro julgamento, que terminou em dezembro de 2024 com meia centena de condenados.
"É claro que Giséle Pelicot não consentiu", disse o promotor Dominique Sié na quinta-feira em seu discurso final, no qual apontou Dogan como totalmente responsável por um estupro agravado cometido em junho de 2019 na cidade de Mazan, no sul da França.
A promotoria lembrou que a mulher aparece imóvel nos vídeos e que tanto os especialistas que compareceram ao julgamento quanto outros réus descartaram que tenha havido consentimento, segundo a Franceinfo. Por esse motivo, exigiu 13 anos de prisão para o acusado, a mesma sentença que o Ministério Público já havia solicitado em primeira instância.
A própria vítima também reprovou Dogan na quarta-feira por se apresentar como uma "vítima" de Dominique Pelicot. "Vítima de quê? A única vítima neste tribunal sou eu. Assuma a responsabilidade por suas ações e pare de se esconder atrás de sua covardia", disse ela.
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