MADRID 19 set. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Neurologia Pediátrica (SENEP) advertiu que a narcolepsia pode começar na primeira infância e recorda a importância da detecção precoce de seus sintomas para uma melhor qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias, devido a uma patologia que, segundo ela, é atualmente "subdiagnosticada" e que "muitos pacientes descobrem quando já são adultos".
Essa é a opinião da Sociedade por ocasião do Dia Mundial da Narcolepsia, que será comemorado em 22 de setembro. A esse respeito, a porta-voz da SENEP, Milagros Merino, explicou que na narcolepsia tipo 1, a mais comum, os pacientes têm um déficit de hipocretina, uma substância química cerebral produzida no hipotálamo, que ajuda a manter a vigília.
A especialista também apontou que a prevalência da narcolepsia em crianças e adultos internacionalmente é de 25 a 50 indivíduos por 100.000 habitantes, embora ela insista que metade dos pacientes geralmente começa a desenvolver sintomas na infância. "A prevalência em crianças não é conhecida porque a maioria dos casos não é diagnosticada nessa época, e muitos adultos admitem que seus sintomas começaram na idade escolar", diz a neurofisiologista clínica e especialista em medicina do sono.
Nesse sentido, Merino alertou sobre a importância de diagnosticar a tempo, já que essa patologia neurológica atualmente envolve, em média, um atraso de cinco anos no diagnóstico, embora haja pessoas, diz ela, que obtiveram a confirmação do diagnóstico até uma década após o início dos sintomas.
Ela também é membro do Grupo de Trabalho do Sono da Sociedade Espanhola de Neurologia Pediátrica e afirma que há dois picos de incidência no aparecimento dos primeiros sintomas da narcolepsia: aos 15 e aos 35 anos de idade, embora reitere que ela pode aparecer mais cedo e até mesmo na primeira infância.
PRINCIPAIS SINTOMAS E TRATAMENTO ATUAL
Especificamente, um sintoma da narcolepsia em crianças é que elas começam a dormir mais do que o normal e, quase ao mesmo tempo, aparentemente engordam, como aponta Merino. Da mesma forma, no caso da narcolepsia em crianças, ele diz que os episódios de fraqueza quando elas riem são muito característicos, bem como gestos estranhos, como colocar a língua para fora de repente ou caretas faciais, e sono perturbado com muitos despertares.
"Sempre acho muito impressionante quando pergunto aos pais se o filho dorme muito em um caso de suspeita, e eles respondem afirmativamente. Além disso, devemos ficar atentos porque uma criança que dorme na aula é uma criança que não aprende, e as repercussões são enormes na infância", alerta o especialista em medicina do sono.
Nesses casos, e sempre em caso de dúvida, o Dr. Merino recomenda consultar um pediatra ou um neurologista pediátrico, ou um especialista em medicina do sono, que poderá determinar a necessidade de realizar os testes relevantes para o diagnóstico: "Ele é feito com base na suspeita clínica e, para isso, é necessário fazer uma boa história clínica, e a confirmação com uma polissonografia e um teste de latência múltipla do sono, ou uma punção lombar".
Atualmente, o membro do SENEP lembra que a narcolepsia não pode ser curada, embora existam tratamentos que permitem seu controle para que as crianças possam ter uma vida normal. "Nos últimos três anos, foram criados novos protocolos para o tratamento da narcolepsia em crianças menores de 18 anos, que vão desde medicamentos que mantêm a vigília até a alteração dos sintomas noturnos", conclui Merino.
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