Publicado 25/05/2026 14:17

O Senado insta, por unanimidade, o Governo a garantir um acesso “rápido” a medicamentos onco-hematológicos inovadores

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Aprova moção sobre a inclusão da balneoterapia no portfólio de serviços e outra relativa à melhoria da assistência em saúde mental

MADRID, 25 maio (EUROPA PRESS) -

A Comissão de Saúde do Senado instou nesta segunda-feira, por unanimidade, o Governo a garantir um acesso “rápido” a medicamentos inovadores na área onco-hematológica, de modo que a incorporação de tratamentos ao Sistema Nacional de Saúde (SNS) a partir de sua autorização na Europa não exceda seis meses.

A moção do Partido Popular, aprovada por 27 votos, tem também como objetivo garantir a “equidade territorial” no acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento, para que o local de residência não determine a assistência, bem como promover uma implementação “homogênea e ágil” das inovações em todas as comunidades autônomas, Ceuta e Melilla.

“As patologias oncológicas em geral e a oncohematologia em particular exigem atenção, dedicação e financiamento”, destacou o deputado do Partido Popular Abdelkahim Abdeselam Al Lal ao defender a iniciativa, ao mesmo tempo em que lembrou que, a cada ano, são diagnosticados mais de 28.000 casos de doenças do sangue, da medula óssea e do sistema linfático, segundo a Sociedade Espanhola de Hematologia e Hemoterapia.

Além disso, a moção insta o Governo a promover um modelo de atendimento integral e multidisciplinar para os pacientes onco-hematológicos, que inclua de forma estruturada o atendimento psicológico, social e profissional desde o momento do diagnóstico e ao longo de todo o processo de assistência, favorecendo a recuperação e a plena reintegração na vida pessoal e profissional.

Abdeselam Al Lal destacou que, dessa forma, sua proposta busca promover a “acessibilidade”, a “equidade”, a “igualdade”, a “oportunidade” e a “unidade” entre todos os territórios, para que os pacientes sejam tratados “com uma unidade de ação imediata”, independentemente do grupo político que esteja no governo.

Na rodada de porta-vozes, a senadora do Partido Nacionalista Basco (PNV) demonstrou seu apoio à iniciativa, denunciando o “grande desfasamento” que existe entre a aprovação de um medicamento pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e sua disponibilidade real na Espanha, que é de 537 dias em média, contra 180 na Europa. Em sua opinião, isso é algo que “nenhum paciente deveria ter que suportar”.

Pelo Partido Socialista, Kilian Sánchez anunciou o apoio de sua formação “em prol dos pacientes oncológicos”. Embora tenha admitido o atraso na chegada de novos medicamentos, ele afirmou que o Ministério da Saúde está trabalhando para reduzir a espera para 180 dias. Paralelamente, ele destacou que a Espanha “avançou” em qualidade oncológica, expectativa de vida, atendimento biopsicossocial e tratamentos.

BALNEOTERAPIA

A Comissão de Saúde da Câmara Alta também aprovou uma moção do PP, com 18 votos a favor e nove abstenções, para instar o Governo a incluir no portfólio comum de serviços do SNS os tratamentos de balneoterapia, permitindo, por sua vez, que os balneários da Espanha possam receber pacientes de países europeus que já incluem esses tratamentos em seus sistemas de saúde públicos.

“Existem evidências científicas, decorrentes dos benefícios terapêuticos que proporciona para determinadas afecções e patologias musculoesqueléticas, reumatológicas, dermatológicas e respiratórias. Sua prática, além de reduzir os tratamentos farmacológicos mais onerosos, previria certas doenças, contribui para a longevidade e melhora a qualidade de vida dos pacientes crônicos”, defendeu o senador José Manuel Baltar.

O membro do Partido Popular destacou que a inclusão que propõem já é uma realidade em países como França, Alemanha, Itália, Portugal, Lituânia, Letônia, Polônia, Romênia ou Eslováquia e valorizou o benefício que isso traria para zonas termais e rurais como Ourense, afirmando que elas seriam revalorizadas e obteriam “dinamismo econômico”.

O PSOE, que se absteve na votação, expressou suas divergências sobre os benefícios da balneoterapia. Mais especificamente, o senador Rafael Rodríguez explicou que ela apresenta “limitações” na qualidade e consistência das evidências científicas disponíveis, além de “problemas de padronização e comparação com outras terapias”.

“Diante dessas ações improvisadas, passadas e atuais, o que Ourense e a Espanha precisam é de um modelo termal sério e viável, baseado no planejamento, no investimento e na coordenação institucional”, destacou.

SAÚDE MENTAL

Da mesma forma, a Comissão de Saúde aprovou outra moção do Partido Popular para exigir um “verdadeiro” consenso nacional em matéria de saúde mental; reforçar “de fato” os quadros de pessoal, garantindo psicólogos e psiquiatras “suficientes” em toda a Espanha e, “especialmente”, em Ceuta e Melilha; incorporar a saúde mental na Atenção Primária e nos centros educacionais dessas cidades autônomas; e obrigar o Governo à transparência e à prestação de contas.

Foi o que expôs a senadora Isabel María Moreno, que afirmou que “a Espanha está chegando tarde e mal à crise da saúde mental” e detalhou que, a cada dia, ocorrem 11 suicídios, ao mesmo tempo em que o país tem “uma das menores proporções de especialistas em saúde mental da Europa”.

“Somos, em suma, o último vagão da Europa em saúde mental, e o último vagão na Espanha está em Ceuta e em Melilla”, alertou ela para explicar que isso implica em listas de espera “intermináveis”, que “muitas pessoas” sejam atendidas apenas na Atenção Primária apesar de precisarem de um especialista, e “consultas a cada quatro meses”, que podem ocorrer “tarde demais”.

O texto foi aprovado com 17 votos a favor, oito contra e duas abstenções, depois que o PP rejeitou a emenda de modificação apresentada pelo PSOE, com a qual o grupo buscava matizar as demandas, instando a “continuar” com o trabalho realizado pelo Governo em cada ponto. No entanto, o senador socialista Pedro Manuel Martín destacou que seu partido vai “apostar em trabalhar na linha de apoiar todo o trabalho realizado” pelo Governo em saúde mental.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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