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MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -
O Senado argelino anunciou nesta quarta-feira a suspensão imediata de suas relações com a Câmara dos Deputados da França, em protesto contra a visita realizada no início da semana por seu presidente, Gérard Larcher, à cidade saharaui de El Aaiún, e em meio a um rompimento com a França após o reconhecimento da soberania marroquina sobre o território.
"A Mesa do Conselho da Nação (...) anuncia a suspensão imediata de suas relações com o Senado da República Francesa, incluindo o protocolo de cooperação parlamentar assinado entre as duas câmaras em 8 de setembro de 2015", disse em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal APS.
O órgão argelino condenou "veementemente" a visita de Larcher como "irresponsável, provocativa e ostensiva", e acusou as autoridades francesas de serem coniventes com "políticas coloniais".
Assim, o órgão considera que por trás dessa visita está a "ascensão da extrema direita e seu domínio na tomada de decisões políticas", argumentando que ela "despreza a legitimidade internacional e se opõe (...) ao direito dos povos colonizados à autodeterminação, em vez de tentar minar, apagar, anular e negar esses direitos".
Essa decisão foi tomada depois que o presidente da Câmara Alta da França viajou para o Saara Ocidental, onde reafirmou "o apoio da França ao plano de autonomia sob a soberania marroquina", disse ele em suas redes sociais. A ministra da Cultura, Rachida Dati, viajou para El Ayoun em meados de fevereiro com a mesma intenção.
Na quarta-feira, o governo francês disse que pediria ao governo argelino que revisasse "todos os acordos" assinados pelos dois países, em meio à crescente tensão diplomática que já levou, nas últimas semanas, a uma troca quase constante de censuras políticas entre Paris e Argel.
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