Publicado 17/03/2026 06:53

A SEN lembra que as doenças reumáticas também afetam milhares de crianças na Espanha

Imagem do cartaz do Dia Mundial das Doenças Reumáticas na Infância e na Juventude.
SEN

MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Reumatologia (SEN) lançou uma campanha para conscientizar que as doenças reumáticas não afetam exclusivamente os idosos e para lembrar que, na Espanha, entre 8.000 e 10.000 crianças convivem com alguma dessas patologias, com uma prevalência aproximada de um caso para cada 1.000 crianças.

“Esses dados demonstram que ainda existe uma percepção errônea sobre o tema, contribuindo para que o diagnóstico seja adiado em muitos casos, podendo ultrapassar seis meses desde o aparecimento dos primeiros sintomas, um período que pode favorecer a progressão da doença e o surgimento de lesões articulares se o tratamento não for iniciado precocemente”, alerta Olaia Berritzbeitia, reumatologista do Hospital Universitário de Basurto. No âmbito do Dia Mundial das Doenças Reumáticas na Infância e na Juventude, a reumatologista destacou que a ideia de que o “reumatismo” é uma doença exclusiva dos idosos continua muito difundida, “o que pode fazer com que alguns sintomas passem despercebidos durante meses”. Além disso, Basurto destacou que a identificação precoce de sinais como inflamação persistente nas articulações, claudicação, rigidez matinal ou cansaço excessivo é fundamental para iniciar o tratamento o mais cedo possível.

Nesse contexto, a especialista destaca que, graças aos avanços no diagnóstico e no tratamento, muitos pacientes na infância com doenças reumáticas podem levar uma vida praticamente normal se a doença for detectada e tratada precocemente. “Nos últimos anos, melhoramos muito a abordagem dessas patologias. Avanços nos tratamentos por meio de terapias biológicas e medicamentos direcionados permitiram controlar melhor a inflamação e reduzir o risco de danos articulares”, ressalta. ACOMPANHAMENTO E TRANSIÇÃO ADEQUADA PARA A IDADE ADULTA No entanto, a especialista indicou que essas doenças costumam ter caráter crônico. Estima-se que entre 40% e 50% dos pacientes diagnosticados na infância possam necessitar de acompanhamento ou tratamento na idade adulta. Nesse sentido, ela ressalta a importância das consultas de transição, um processo planejado que facilita a passagem dos pacientes das Unidades de Reumatologia Pediátrica para as consultas de Reumatologia de adultos.

“O objetivo é que os adolescentes adquiram progressivamente autonomia no manejo de sua doença e que a mudança de especialistas ocorra de forma coordenada, evitando interrupções no atendimento”, afirmou Berritzbeitia.

A Sociedade Espanhola de Reumatologia insiste na necessidade de aumentar a conscientização social, melhorar a detecção precoce e reforçar os recursos especializados para garantir um atendimento adequado na infância e na adolescência. Nesse sentido, em conjunto com Javirroyo, foi elaborado um livro de tirinhas, intitulado “Da infância à idade adulta: consulta de transição nas doenças reumáticas”, no qual “são fornecidas dicas e conselhos aos adolescentes para que enfrentem essa difícil etapa, repleta de mudanças, com as melhores ferramentas possíveis e informações adequadas”, lembra a especialista.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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