Publicado 10/05/2026 14:12

A SEMPSPGS e a SEMI apelam à calma e pedem informações "verídicas" e "baseadas em evidências"

O navio de cruzeiro MV Hondius está ancorado perto do porto de Granadilla, em 10 de maio de 2026, em Granadilla de Abona, Tenerife, Ilhas Canárias (Espanha). A operação de evacuação do navio de cruzeiro MV Hondius, devido ao hantavírus, está pronta para d
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Lembram que “não se deve minimizar o problema nem causar alarme desnecessário”

MADRID, 10 maio (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Medicina Preventiva, Saúde Pública e Gestão Sanitária (SEMPSPGS) e a Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI) apelaram à tranquilidade diante dos casos de hantavírus, demonstrando sua confiança na capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde, ao mesmo tempo em que solicitaram que a população tenha acesso a informações “verídicas, compreensíveis e baseadas em evidências”.

Em um comunicado conjunto, ambas as sociedades científicas pediram que se evitem “simplificações” e “interpretações alarmistas” que possam gerar “percepções errôneas sobre a capacidade de resposta do sistema de saúde espanhol”.

“Perante qualquer tentativa de gerar confusão, alarme injustificado ou questionamento tendencioso da capacidade do sistema de saúde, a resposta deve ser inequívoca: os pacientes com doenças transmissíveis na Espanha são atendidos por circuitos clínicos, preventivos, diagnósticos e assistenciais consolidados”, defenderam.

Além disso, lembraram que “a chave” está em aplicar “de forma rigorosa” os princípios clássicos da saúde pública e da medicina clínica: detecção precoce, isolamento quando necessário, vigilância ativa, classificação de contatos de acordo com o risco, proteção dos profissionais, diagnóstico microbiológico seguro, informação transparente e comunicação coordenada com a população.

EXIGEM INFORMAÇÕES "VERÍDICAS" E "BASEADAS EM EVIDÊNCIAS"

Por outro lado, instaram para que a população receba informações "verídicas, compreensíveis e baseadas em evidências": "Diante do hantavírus e de qualquer doença transmissível emergente, não se pode minimizar o problema nem alarmar desnecessariamente".

Dessa forma, explicaram que o hantavírus é “transmitido principalmente por roedores” ou por meio da “inalação de partículas provenientes de urina, fezes ou saliva contaminadas”.

"A maioria dos hantavírus não se transmite de pessoa para pessoa; a exceção mais relevante é o vírus Andes, descrito em determinadas regiões da América do Sul, onde pode causar a síndrome cardiopulmonar por hantavírus e, em casos raros, transmissão interpessoal em situações de contato próximo e prolongado", continuaram.

Além disso, eles lembraram que o Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças indica que “o vírus Andes não se transmite facilmente entre pessoas e não representa um risco de propagação comparável” ao coronavírus, pelo que “não há evidência de transmissão comunitária sustentada nem de um risco elevado para a população em geral na Espanha ou na Europa”.

No entanto, pediram que não se minimizasse a relevância clínica do problema, uma vez que a infecção pode causar quadros graves, com comprometimento respiratório, hemodinâmico ou renal, e, em alguns casos, evolução rápida e potencialmente fatal.

LEMBRAM QUE É UM MODELO DE COOPERAÇÃO

Após relembrar a experiência acumulada durante a pandemia de Covid, a SEMPSPGS e a SEMI enfatizaram que as doenças transmissíveis complexas requerem uma abordagem “colaborativa” e o papel que tanto a Medicina Preventiva quanto a Medicina Interna desempenham na assistência à saúde.

“Este é o funcionamento real do Sistema Nacional de Saúde: um modelo de cooperação entre especialidades, não de competição”, afirmaram.

Por fim, afirmaram que os profissionais devem exercer suas funções com equipamentos de proteção adequados, circuitos seguros e apoio institucional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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