Publicado 17/09/2026 13:33

A SEMNIM destaca que a medicina nuclear é fundamental para a seleção de pacientes para os novos medicamentos contra o Alzheimer

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JACOB WACKERHAUSEN/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SEMNIM), por ocasião do Dia Mundial do Alzheimer, destacou que o exame de imagem cerebral PET-amiloide é crucial para confirmar a alteração biológica antes de prescrever os novos medicamentos.

Segundo explica a SEMNIM, a doença de Alzheimer constitui a causa mais frequente de demência e um dos maiores desafios para a saúde pública relacionados ao envelhecimento da população.

Nos últimos anos, a abordagem dessa patologia passou por uma profunda transformação ao se comprovar que as alterações biológicas no cérebro começam muitos anos antes da manifestação de uma demência clínica estabelecida. Diante do diagnóstico tradicional baseado exclusivamente nas manifestações clínicas, a medicina nuclear permite estudar em tempo real a biologia cerebral para complementar a avaliação clínica, neuropsicológica e estrutural dos pacientes.

Essa capacidade de diagnóstico biológico precoce é especialmente relevante diante do surgimento de tratamentos modificadores da doença direcionados contra a proteína beta-amilóide. Essas terapias atuam sobre mecanismos biológicos específicos e exigem a seleção, com máxima precisão, dos pacientes que realmente podem se beneficiar delas.

“Nem todos os pacientes com comprometimento cognitivo apresentam a doença de Alzheimer e, entre aqueles que apresentam patologia amilóide, nem todos se encontram necessariamente na fase clínica adequada para receber determinados tratamentos”, indicou José Antonio Lojo, médico adjunto de Medicina Nuclear do Hospital Universitário Virgen del Rocío, de Sevilha.

Por isso, o especialista ressalta que “a seleção de candidatos deve ser realizada por equipes multidisciplinares e apoiar-se em biomarcadores capazes de definir melhor a situação de cada paciente”.

Nesse contexto, o exame PET-amiloide torna-se uma ferramenta essencial para a decisão terapêutica, ao confirmar ou excluir a presença do alvo biológico e medir os depósitos cerebrais por meio de sistemas objetiváveis, como a escala Centiloide, que permite comparar os resultados entre diferentes centros hospitalares.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL COMPLETO E IMPULSO À PESQUISA

A sociedade destaca que, juntamente com a avaliação do amiloide, a medicina nuclear agrega um valor consolidado ao diagnóstico diferencial por meio da PET-FDG. Essa técnica analisa o metabolismo cerebral para identificar padrões de disfunção neuronal característicos de diferentes doenças neurodegenerativas e diferenciar a doença de Alzheimer de outras causas de deterioração cognitiva.

Além disso, os especialistas afirmam que as técnicas de imagem molecular desempenham um papel fundamental na pesquisa de terapias avançadas. Tanto a PET-amiloide quanto a PET-tau fazem parte de inúmeros ensaios clínicos internacionais destinados a selecionar pacientes, caracterizar a evolução da doença e medir as alterações biológicas associadas aos novos medicamentos em fases cada vez mais precoces.

O rápido desenvolvimento dos biomarcadores plasmáticos no sangue, com foco nas proteínas amilóide e tau, abre novas possibilidades de atendimento que não substituem a imagem molecular, mas a complementam. “O mais provável é que avancemos em direção a estratégias escalonadas, nas quais os biomarcadores sanguíneos ajudem na seleção inicial e a PET forneça a confirmação cerebral quando necessário”, destaca Lojo.

O Grupo de Neuroimagem da SEMNIM ressalta que a PET é uma realidade clínica do presente e um dos pilares do futuro da especialidade. “Estamos diante de uma mudança de paradigma na doença de Alzheimer e nosso desafio agora é garantir que todos os pacientes que possam se beneficiar dessas novas estratégias diagnósticas e terapêuticas tenham acesso a elas”, afirma María Nieves Cabrera, chefe do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Clínico San Carlos, de Madri.

“Estamos nos preparando para enfrentar o desafio do diagnóstico biológico precoce da doença de Alzheimer”, destaca Cabrera, que defende a participação ativa dos especialistas em Medicina Nuclear nas equipes multidisciplinares de deterioração cognitiva para otimizar a tomada de decisões clínicas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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