Publicado 11/06/2026 12:57

A SEMICYUC lança as iniciativas “Post-UTI Zero” e “ECMO Sem Complicações” para “melhorar a segurança do paciente”

Archivo - Arquivo - Fachada do pronto-socorro do hospital
SONIABONET / ISTOCK - Arquivo

MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Medicina Intensiva Crítica e Unidades Coronárias (SEMICYUC) anunciou o lançamento das iniciativas “Pós-UTI Zero” e “ECMO Sem Complicações”, cujo principal objetivo é “melhorar a segurança do paciente”.

Segundo informou, essas ações, que “já receberam a aprovação do Ministério da Saúde”, estão “em fase de desenvolvimento e implementação” para que possam começar “o mais rápido possível”, inscrevem-se no “Programa de Segurança em Pacientes Críticos” que, por sua vez, “faz parte do ‘Plano de Qualidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS)’”.

“Há mais de duas décadas”, este programa “tem se estruturado em torno dos ‘Projetos Zero’ lançados por esta sociedade científica e pela Sociedade Espanhola de Enfermagem Intensiva e Unidades Coronárias (SEEIUC)”, e tudo com o apoio do referido departamento ministerial, afirmou a SEMICYUC.

“Focados na luta contra as infecções relacionadas à assistência à saúde, suas diferentes linhas de trabalho (‘Bacteriemia Zero’, ‘Resistência Zero’, 'Pneumonia Zero' e 'ITU Zero') conseguiram que as infecções adquiridas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) tenham caído para mínimos históricos", continuou.

A esse respeito, o presidente dessa entidade, o Dr. José Garnacho, afirmou que “reduzir os danos evitáveis nos Serviços de Medicina Intensiva faz parte do compromisso que todo intensivista assume com seus pacientes”. "Protegê-lo, durante sua internação, de qualquer aspecto que afete sua segurança resume a excelência que queremos oferecer nas UTIs", explicou ele, ressaltando que estão sendo desenvolvidas "novas ferramentas que representarão um avanço sem precedentes nesse campo".

Aprofundando o tema “Post-UCI Zero”, esta sociedade científica afirmou que “ele se baseia na aplicação de medidas preventivas durante a internação na UTI que permitam reduzir o desenvolvimento da síndrome pós-cuidados intensivos, que é como se conhecem as diferentes alterações físicas e psíquicas que a médio e longo prazo, até três em cada quatro pacientes após sua admissão nessas Unidades".

FORMAÇÃO CONTÍNUA E ESTRATÉGIAS ORGANIZACIONAIS

“Atualmente, o principal problema que enfrentamos é o baixo grau de implementação das medidas de prevenção na prática clínica real”, afirmou, nesse sentido, a responsável por essa iniciativa e chefe do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Universitário Vega Baja, em Orihuela (Alicante), a doutora Carola Giménez-Esparza, que acrescentou que esta "pretende melhorar essa adesão por meio de formação contínua e estratégias organizacionais semelhantes às dos 'Projetos Zero'".

A SEMICYUC destacou que esta iniciativa “surgiu após a realização do estudo multicêntrico internacional ‘PROTECT UCI’, também liderado por Giménez-Esparza, cujos resultados permitirão estabelecer protocolos comuns, o acompanhamento coordenado de pacientes e familiares e a redução de danos evitáveis após a alta da UTI”. “Partimos de números elevados entre pacientes e familiares, com incidência de até 75%, dependendo dos critérios utilizados", destacou a especialista, que garantiu que o objetivo é "demonstrar que é possível reduzir em até 20 pontos a porcentagem de sequelas de longo prazo em pacientes internados na UTI".

Após a entidade ter exposto que o 'Post-UTI Zero' "pretende também impulsionar progressivamente a implantação de consultas 'Pós-UTI' em hospitais de todo o país", ela afirmou que o 'ECMO Complicaciones Zero' "nasceu com o objetivo de reduzir as complicações em pacientes que necessitam de suporte ECMO, uma técnica de alta complexidade utilizada em situações de insuficiência respiratória ou circulatória refratária".

"Além de avaliar as complicações mais frequentes em pacientes que necessitam de suporte ECMO, e assim como ocorre com o restante dos 'Projetos Zero', nosso propósito é implementar medidas preventivas destinadas a reduzir a incidência de complicações, monitorar o impacto dessas complicações e promover ações de melhoria contínua para otimizar a qualidade dos cuidados e a segurança do paciente”, afirmou seu coordenador, membro do Hospital Universitário Vall d’Hebron de Barcelona e diretor do “Bacteriemia Zero”, o Dr. Xavier Nuvials.

Por sua vez, também membro do grupo de trabalho desta iniciativa, o coordenador do “Projeto ECMO SEMICYUC”, o Dr. Eduard Argudo, destacou que o objetivo é "estabelecer uma estratégia que priorize inicialmente as complicações infecciosas, hemorrágicas e trombóticas, bem como a segurança durante o transporte". “Vamos trabalhar na definição de indicadores comuns, sistemas de registro e ferramentas de melhoria clínica que permitam ter um panorama real da situação na Espanha, bem como avançar em direção a uma prática mais segura, homogênea e avaliável”, especificou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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