Publicado 13/01/2026 09:31

A SEMICYUC destaca que 80% das unidades que atendem o choque cardiogênico são conduzidas por intensivistas.

Archivo - Arquivo - Coração plano abstrato no conceito de superfície de pedra
TRODLER - Arquivo

MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Sociedade Espanhola de Medicina Intensiva, Crítica e Unidades Coronárias (SEMICYUC), José Garnacho, destacou que mais de 80% das unidades que atendem ao choque cardiogênico na Espanha são conduzidas por médicos intensivistas, e quase 100% dos atendimentos a paradas cardiorrespiratórias intra-hospitalares.

“São números que refletem o envolvimento da medicina intensiva nessas patologias e explicam por que seu tratamento deve ser liderado por intensivistas”, indicou Garnacho no âmbito do I Encontro de Cuidados Intensivos Cardiológicos.

O choque cardiogênico ocorre quando o coração não consegue fornecer sangue e oxigênio suficientes aos órgãos do corpo. É uma emergência médica com alta mortalidade e incidência crescente na Espanha. Sua causa mais frequente é o infarto, embora seja cada vez mais observado em outros cenários, como outros tipos de insuficiência cardíaca ou no pós-operatório de cirurgia cardíaca.

Isso exige atendimento rápido por parte de especialistas no tratamento de pacientes cardíacos críticos, ainda mais se levarmos em conta que só essa patologia representa 6% dos internados em UTIs na Espanha, com uma mortalidade de 32%. “O choque cardiogênico é um processo global que não afeta apenas o coração, mas também todo o organismo. Assim, é necessário que esses pacientes sejam atendidos por uma equipe multidisciplinar na qual o intensivista desempenha um papel fundamental”, explicou Celina Llanos, coordenadora do Grupo de Trabalho de Cuidados Intensivos Cardiológicos e RCP da SEMICYUC.

“Além de avaliar o sistema cardiovascular em si, o intensivista é o especialista capaz de dar um suporte neurológico, respiratório (por ser o especialista em ventilação mecânica) e renal adequado, ou seja, facilita um diagnóstico e um atendimento que vai além do exclusivamente cardiológico”, acrescentou.

Para os especialistas, em muitos casos, o problema do choque cardiogênico não é apenas a insuficiência cardíaca, mas também a complexidade que a acompanha. “O manejo hemodinâmico, respiratório, neurológico e metabólico condicionam muito o prognóstico, por isso é necessária uma visão global do paciente que só o médico intensivista pode oferecer”, indicou Luis Martín, chefe do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Univ. Virgen del Rocío de Sevilha e diretor do Congresso.

Os especialistas apontaram nas Jornadas a necessidade de se chegar a sistemas de organização adaptados às necessidades de cada região. “Nós, intensivistas espanhóis, estamos preparados e todas as regiões autônomas contam com os recursos necessários para o manejo do choque cardiogênico, mas a organização e a estrutura de cada administração são diferentes. Assim, é importante trabalhar no desenvolvimento de organizações e estruturas claras, que permitam fazer uma triagem rápida, adaptada às características de cada centro e em que os profissionais tenham claro quais são os hospitais de referência em cada território", concluiu Llanos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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