MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) - O coordenador do Grupo de Trabalho de Doenças Minoritárias da Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI), Dr. Jorge Francisco Gómez, reivindicou o papel “referente” do médico internista no circuito diagnóstico e asistencial dessas patologias.
Este profissional de saúde “deve ser reconhecido como referência em doenças raras no hospital, mas não como um elemento isolado dentro deste, e sim como integrante de unidades multidisciplinares, colaborando com outros especialistas”, afirmou Gómez, por ocasião da celebração, neste sábado, 28 de fevereiro, do Dia Mundial das Doenças Raras.
Na opinião deste representante da SEMI, “são necessárias mais estruturas, como unidades com internistas credenciados no tratamento dessas doenças, e fortalecer o contato com a Primária, para que o internista seja a referência do hospital para organizar o circuito diagnóstico do paciente e evitar visitas a vários especialistas”.
Esta sociedade científica também solicitou novos tratamentos para estas patologias, dos quais são exemplos recentes inovações, uma vez que o progresso neste campo deve ser consolidado porque ainda é demasiado lento. Tudo isto em relação a doenças que, individualmente, afetam menos de cinco pessoas por cada 10.000.
Além disso, a SEMI destacou que existem doenças ultrarraras, que são aquelas que afetam uma em cada 50.000 habitantes. Portanto, a projeção desses dados de prevalência leva a estimar que, na Espanha, poderia haver dois milhões de pessoas que convivem com uma doença rara, ou seja, entre 6 e 7% da população, com uma porcentagem de incidência importante na infância.
ENCAMINHAMENTOS “Após a primeira consulta com o médico internista, este poderia completar o diagnóstico encaminhando o paciente a outros especialistas dentro do hospital, aos Centros, Serviços e Unidades de Referência (CSUR) ou, também, poderia devolvê-lo à Primária”, precisou Gómez. Assim, o médico internista deve ser a referência da Atenção Primária no hospital, bem como para decidir o encaminhamento dos pacientes. Por tudo isso, este médico insistiu na necessidade de estruturas que reconheçam o papel do médico internista, “uma reivindicação na qual se avançou, mas na qual é preciso avançar mais”. No entanto, nos últimos 10 anos, a SEMI acreditou Unidades de Medicina Interna como Funcionais de Doenças Minoritárias (UEM), quando contam com um internista dedicado total ou parcialmente a estas, sendo 18 as que contam com a distinção SEMI Excelente.
No que diz respeito aos tratamentos, esta sociedade valorizou o recente aparecimento de medicamentos envolvidos no manejo das vias patogênicas da doença, como os inibidores de MEK, que inibem o crescimento celular na neurofibromatose tipo I. Para esta patologia, até agora não havia nenhum tratamento que permitisse tratar com sucesso os neurofibromas e as lesões cutâneas.
Além disso, a SEMI destacou o medicamento engasertib, para tratar a telangiectasia hemorrágica hereditária, no qual colaborou o membro do Hospital Universitário de Bellvitge de Barcelona, Dr. Antoni Riera-Mestre. Este avanço foi publicado na revista especializada “The New England Journal of Medicine”.
Esta última doença é caracterizada por vasos dilatados, malformações arteriovenosas que causam sangramento nasal e do tubo digestivo, e que podem resultar em anemia e outras complicações para os pacientes. Contra ela, o engasertib atua como inibidor da AKT, uma proteína fundamental na formação de novos vasos sanguíneos, que é administrada por via oral e permite reduzir a quantidade e a duração dos sangramentos nasais.
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