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MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - A Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI) reivindicou o papel do médico internista no tratamento de doenças autoimunes sistêmicas e minoritárias, como as autoinflamatórias, hematoinflamatórias e imunodeficiências.
“Muitas vezes, essas doenças se manifestam em um órgão e são atendidas por outros especialistas que não as encaminham aos médicos internistas”, apontaram durante a Terceira Reunião Conjunta dos Grupos GEAS e GTEM (siglas que correspondem a Grupo de Doenças Autoimunes Sistêmicas e Grupo de Trabalho de Doenças Minoritárias, respectivamente), realizada em Madri.
Assim, a SEMI solicitou que esses casos fossem encaminhados aos especialistas em Medicina Interna, atualmente a especialidade mais capacitada para tratar essas patologias. “Atualmente, falta consciência de que a Medicina Interna é a mais capacitada para abordar essas doenças inflamatórias de origem diversa, muito complexas e de baixa prevalência, e, às vezes, elas estão sendo tratadas por outros especialistas na função do órgão em que a doença se manifesta”, afirmou o Dr. Jorge Francisco Gómez Cerezo, coordenador do GTEM.
Algumas dessas patologias podem se apresentar no músculo, sendo atendidas por um reumatologista ou pneumologista; no pulmão, pelo pneumologista; na pele, pelo dermatologista; ou nos gânglios linfáticos, pelo hematologista ou médico internista, mas o adequado é que, em todos esses casos, seja o internista o especialista que lidere o atendimento.
“O médico internista é o profissional de referência no tratamento dos pacientes mais complexos. Por esse motivo, nossa reunião se concentra em valorizar seu papel como líder no diagnóstico e tratamento de doenças autoimunes sistêmicas e doenças minoritárias, que requerem uma abordagem integral e um alto nível de especialização”, segundo o Dr. Andrés González García, coordenador do GEAS.
As doenças minoritárias são aquelas que afetam menos de 1 ou 2 pessoas por cada 100.000 habitantes. Existem diferenças entre patologias raras e hiperraras, e nem todas se apresentam com frequência nas consultas. São doenças que geram grande incapacidade e provocam ineficiências no sistema de saúde devido às consultas repetidas dos pacientes. Por isso, reivindica-se o papel do internista como especialista idôneo para diagnosticar e tratar essas doenças inflamatórias, caracterizadas por uma jornada do paciente "que se prolonga" e que, muitas vezes, não recebem o controle adequado.
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