Publicado 13/03/2026 09:29

A SEMG e a associação União Behçet assinam um acordo de colaboração para dar visibilidade a essa doença rara

A SEMG e a União Behçet assinam um acordo para o tratamento dessa doença.
SEMG

MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) - A Sociedade Espanhola de Médicos de Clínica Geral e de Família (SEMG) e a associação União Behçet assinaram um acordo para promover o conhecimento, a visibilidade e a melhoria da assistência às pessoas que convivem com essa doença rara.

Essa patologia inflamatória crônica, que causa inchaço dos vasos sanguíneos, pode afetar diversos órgãos e sistemas, além de causar lesões mucocutâneas, com comprometimento ocular, articular, neurológico ou vascular. Na Espanha, estima-se que ela afete entre 5 e 10 pessoas por cada 100.000 habitantes, e geralmente se manifesta entre os 20 e 40 anos. Sua evolução costuma ser variável, com períodos de remissão e surtos inflamatórios que “podem afetar diferentes órgãos”. Esta doença não tem cura, por isso seu tratamento se concentra no controle da dor e da inflamação durante os surtos, com tratamentos como corticosteroides tópicos, colírios ou medicamentos inibidores do sistema imunológico. Nos casos mais graves, pode causar cegueira total, trombose ou perda de memória. Por meio deste acordo, ambas as entidades promoveram iniciativas de formação, informação e sensibilização dirigidas tanto a profissionais de saúde quanto à sociedade. Com elas, pretendem “favorecer o diagnóstico precoce e melhorar a abordagem clínica da doença de Behçet”.

A presidente da SEMG, Pilar Rodríguez Ledo, destacou que essa colaboração reforça o compromisso da Medicina de Família com os pacientes que convivem com doenças raras. “Na Atenção Primária, temos um papel fundamental na identificação precoce e no acompanhamento das pessoas que convivem com doenças complexas. Trabalhar em conjunto com as associações de pacientes nos permite compreender melhor suas necessidades e avançar em direção a um atendimento mais próximo, coordenado e centrado nas pessoas”, afirmou. Por sua vez, o presidente da associação Unión Behçet, Pablo Hurtado de Mendoza, destacou a importância dessa aliança para “melhorar a visibilidade da doença e ampliar o conhecimento entre os profissionais de saúde”.

“A doença de Behçet pode levar anos para ser diagnosticada. Colaborar com os médicos de família para identificar mais cedo os sinais de alerta é fundamental para encurtar esse caminho e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirmou. ATENDIMENTO DE SAÚDE INTEGRAL

Essa colaboração reforça seu compromisso com a melhoria do conhecimento sobre a doença, o apoio aos pacientes e o incentivo a iniciativas que contribuam para uma assistência médica mais integral. Dessa forma, o objetivo é reduzir os atrasos no diagnóstico, melhorar o acompanhamento dos pacientes e promover uma assistência mais integral, centrada nas pessoas e em suas necessidades ao longo de todo o processo de atendimento.

A SEMG e a União Behçet reforçam, assim, seu compromisso com a melhoria da qualidade de vida daqueles que convivem com essa doença e com “o impulso de iniciativas que permitam continuar avançando em seu conhecimento, visibilidade e atendimento no sistema de saúde”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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