Publicado 13/11/2025 13:14

O semFYC propõe que a licença médica de curto prazo possa ser justificada com uma declaração responsável do trabalhador.

Archivo - Arquivo - A Fundação Sant Hospital de La Seu d'Urgell (Lleida) gerencia a incapacidade temporária de pacientes hospitalizados.
SERVEI CATALÀ DE SALUT - Arquivo

MADRID 13 nov. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC) propôs que as faltas curtas ao trabalho possam ser justificadas por meio de uma autojustificação responsável do trabalhador, um modelo que, segundo ela, já é aplicado com sucesso em vários países europeus, incluindo Portugal.

"Transformar o trabalhador em um sujeito ativo e responsável por sua própria declaração evitaria consultas desnecessárias e fortaleceria a confiança na relação médico-paciente", disse o médico de família e analista de gestão de incapacidade temporária (TI) Paulino Cubero.

O semFYC destaca que a gestão da incapacidade temporária (IT) é uma das questões mais multifacetadas na área da saúde: é uma ferramenta clínica e terapêutica, uma garantia de estabilidade para os trabalhadores e um desafio econômico e organizacional para empresas e administrações.

"Nós, médicos de família, temos certeza de que é necessária uma mudança legislativa radical para estabelecer um modelo de TI que integre todas as necessidades, simplifique os procedimentos, otimize o uso da tecnologia e da digitalização e garanta o melhor serviço para os trabalhadores", disse Cubero.

"A verdade é que, em termos de desburocratização das consultas médicas especializadas, a gestão de TI historicamente sobrecarrega o tempo da clínica com pacientes sem motivos de saúde, muitas vezes com processos autolimitados e bem definidos", acrescentou.

O porta-voz lembrou que a digitalização já trouxe avanços importantes nessa área: "Aqueles de nós que são veteranos do sistema se lembram das licenças médicas semanais em quadruplicata. Hoje, com prescrições eletrônicas e sistemas de TI compartilhados, o processo é mais rápido, mais seguro e menos burocrático. No entanto, ele acredita que ainda há espaço para a digitalização total do procedimento, incorporando o próprio trabalhador por meio de plataformas seguras e aplicativos móveis.

CORRESPONSABILIDADE REAL ENTRE OS NÍVEIS DE ATENDIMENTO

Essa foi uma das questões abordadas durante o Congresso semFYC, que está sendo realizado em Madri até sábado. Outro dos pontos críticos que o semFYC colocou sobre a mesa é a necessidade de gerenciamento compartilhado e coordenado de TI entre a atenção primária e os serviços hospitalares ou de emergência.

Cubero lembra que o Real Decreto 625/2014 estabelece claramente que a licença médica deve ser emitida pelo médico responsável pelo processo, "qualquer que seja o nível de atendimento". "No entanto, a administração e a inspeção médica continuam a se recusar a transferir essa corresponsabilidade para os médicos hospitalares, acreditando que nós, médicos de família, estamos mais envolvidos na gestão da TI".

O semFYC acredita que essa situação também reflete uma falta de envolvimento por parte dos especialistas hospitalares ou de emergência, que, em muitas ocasiões, delegam sistematicamente à atenção primária o gerenciamento dos processos de IT originados em sua própria área de atendimento.

"O acompanhamento administrativo de uma licença médica não pode ser dissociado do acompanhamento clínico do processo que a motiva", adverte Cubero, que acrescenta que "não é razoável que um paciente que recebe alta hospitalar tenha que ir ao centro de saúde posteriormente apenas para processar um relatório que deveria ter sido emitido pela equipe que o atendeu".

A sociedade científica exige uma corresponsabilidade efetiva, e não apenas teórica, que garanta a continuidade do atendimento e evite a sobrecarga desnecessária do primeiro nível. "A consequência é que nos são atribuídas tarefas que não nos correspondem, enquanto o acesso a recursos diagnósticos complexos é limitado. É uma situação que não melhora a eficiência nem a qualidade do atendimento", diz o porta-voz do semFYC.

Olhando para o futuro, o semFYC defende um modelo de gerenciamento de TI baseado em digitalização completa do procedimento, incluindo a participação do trabalhador; cumprimento das regulamentações, garantindo que a licença médica e a alta sejam emitidas pelo médico responsável pelo processo, em qualquer nível de atendimento; adaptação dos períodos de revisão e alta de acordo com a duração teórica de cada patologia; envolvimento dos serviços de saúde ocupacional na reincorporação progressiva do trabalhador; esclarecimento do papel das seguradoras mútuas, evitando encaminhamentos injustificados para o sistema público, e agilização dos períodos de inspeção, tanto no INSS quanto nas comunidades autônomas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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