Publicado 27/05/2026 14:04

A semFYC pede uma interpretação responsável dos dados da FSE após todas as vagas em Medicina Familiar terem sido preenchidas

Archivo - Arquivo - A ministra da Saúde atende à imprensa por ocasião dos exames de Formação Especializada em Saúde, em frente ao Ministério da Saúde, em 24 de janeiro de 2026, em Madri (Espanha). De acordo com dados do Ministério da Saúde
Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo

Defende que a comparação com outras especialidades não reflete a realidade do processo de preenchimento de vagas

MADRID, 27 maio (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC) comemorou o fato de todas as vagas de Formação Médica Especializada em Medicina Familiar e Comunitária terem sido preenchidas, ao mesmo tempo em que pediu que se evitem análises simplificadas baseadas exclusivamente no ritmo de preenchimento durante os primeiros dias do processo de escolha.

Conforme explicou a sociedade, a dinâmica de escolha do MIR é condicionada por “múltiplos fatores” e, no caso da Medicina Familiar e Comunitária, os dados devem ser contextualizados a partir de sua “realidade estrutural”. Nesse sentido, ela ressalta que se trata da especialidade com maior volume de vagas e com a maior implantação territorial do sistema, presente em grandes cidades, áreas intermediárias e ambientes rurais.

“Sua implantação não responde a lógicas de concentração hospitalar nem a critérios de visibilidade, mas à necessidade de garantir a assistência médica de proximidade e o acesso equitativo aos cuidados em todo o país”, observou a sociedade.

Por isso, a semFYC indica que comparar a evolução temporal da cobertura de vagas em Medicina Familiar e Comunitária com especialidades de menor porte ou com uma distribuição territorial mais concentrada “conduz inevitavelmente a interpretações incompletas”.

Nessa linha, ela ressalta que o processo MIR “não expressa apenas preferências individuais”, mas “constitui um dos principais instrumentos de planejamento estratégico do Sistema Nacional de Saúde” e “determina a futura capacidade de resposta às necessidades de saúde da população”.

“A formação especializada em saúde e o planejamento de profissionais não podem ser interpretados a partir de dinâmicas conjunturais nem ficar condicionados por percepções parciais. Devem responder às necessidades reais de saúde, à sustentabilidade do sistema e ao modelo de assistência que queremos construir para as próximas décadas”, afirma.

Por isso, a semFYC faz um apelo à corresponsabilidade institucional para consolidar um discurso baseado em evidências sobre a especialidade, alinhado com seu papel real no sistema, sua complexidade clínica, sua capacidade de resolução e seu impacto na saúde da população.

Da mesma forma, pedem o reforço das vocações desde a graduação, o fortalecimento das condições profissionais e docentes, bem como a adequação do planejamento e da oferta de vagas às necessidades de saúde da população.

Por fim, a semFYC deseja dar as boas-vindas às novas turmas de residentes que escolheram a Medicina Familiar e Comunitária. “Estamos convencidos de que as Unidades Docentes irão acompanhá-los com o máximo empenho para oferecer uma formação de excelência, em consonância com o papel decisivo que a Medicina Familiar e Comunitária desempenha no presente e no futuro do nosso sistema de saúde”, concluíram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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