Publicado 26/02/2026 07:23

A semFYC insta a melhorar as condições dos tutores MIR para reforçar o ensino da especialidade em medicina de família e medicina com

Archivo - Arquivo - Médica em uma consulta médica.
DEMAERRE/ISTOCK - Arquivo

MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC) instou a melhorar as condições de assistência dos tutores dos médicos residentes internos (MIR), com uma adaptação realista da carga de trabalho que garanta tempo protegido para o trabalho tutorial, com o objetivo de reforçar o ensino da especialidade em Cuidados Primários (AP).

A semFYC instou a proteger e reforçar o ensino MIR no âmbito de um encontro destinado a promover práticas de excelência na tutoria de residentes de Medicina de Família e Comunitária, tendo em conta também a recente realização dos exames de Formação Sanitária Especializada (FSE), pelo que os futuros residentes estão a avaliar o seu futuro profissional.

Nesse sentido, a sociedade destacou a necessidade de uma “defesa fechada” em todas e cada uma das estruturas de ensino da especialidade para garantir uma formação especializada capaz de fornecer ao Sistema Nacional de Saúde (SNS) os médicos de família de que necessitará no futuro.

Em primeiro lugar, apelou à proteção do trabalho de tutoria, para o que exigiu que qualquer substituição por aposentadoria ou concurso de transferência incorpore mecanismos de proteção da tutoria de residentes, de modo que as vagas ocupadas por tutores só possam ser preenchidas por pessoas que tenham exercido anteriormente a função de tutores.

Além disso, exigiu que a tarefa de tutoria seja reconhecida como mérito na carreira profissional, na mobilidade ou em concursos em todas as comunidades autónomas. Desta forma, salientou que se deve incentivar e apoiar, com tempo e recursos, os jovens médicos de família para que se tornem tutores.

A partir da semFYC, também instou a blindar os centros de saúde docentes para evitar contratações irregulares e de pessoas sem a especialidade correspondente para cobrir vagas nas quais é necessária formação. Neste ponto, alertou que essas práticas ainda continuam ocorrendo, o que denunciou em várias ocasiões por serem ilegais. ESTABILIDADE DAS EQUIPES

Por outro lado, apelou à garantia da estabilidade dos quadros de pessoal e à proteção das vagas docentes, evitando mudanças estruturais ou sobrecargas assistenciais que dificultem ou impeçam o exercício efetivo da tutoria. No âmbito das Unidades Docentes, instou a dotar estas infraestruturas dos recursos, tempo e espaço necessários para a formação dos médicos residentes. Também precisou que essas unidades requerem supervisões que garantam as condições e critérios docentes adequados para assegurar a atividade formativa. Para finalizar, a Junta Permanente da semFYC insistiu que a única via de acesso à especialidade de Medicina Familiar e Comunitária é através do sistema MIR, conforme estabelece a legislação vigente e ratificam os comunicados profissionais.

“Este princípio não é um formalismo: garante que aqueles que ocupam vagas em Medicina Familiar e Comunitária possuem a formação necessária para desempenhar com solidez as funções próprias da área. Não existe, nem deve existir, uma via alternativa para dispor de especialistas neste país”, destacou. No entanto, transmitiu uma mensagem de confiança aos médicos que enfrentam a escolha de uma vaga MIR, sublinhando que o sistema é “uma verdadeira joia” da formação especializada em saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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