Publicado 28/05/2025 08:51

O semFYC está comprometido com a perspectiva de gênero na prática clínica, pois ela permite a identificação de vieses na abordagem.

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SEMFYC - Arquivo

MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -

No âmbito de um evento para o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher, realizado nesta quarta-feira em Madri e com representação do Ministério da Saúde e do Ministério da Igualdade, a Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (SemFyc) está comprometida com a perspectiva de gênero na prática clínica, pois permite a identificação de vieses na abordagem.

Com esse objetivo em mente, a SemFYC apresentou "Do not do with a gender perspective" (Não faça com uma perspectiva de gênero), uma publicação que apresenta várias práticas clínicas que devem ser evitadas para oferecer uma assistência médica verdadeiramente igualitária com base nas evidências mais atualizadas.

O objetivo desse documento é oferecer recomendações clínicas para identificar e evitar intervenções de baixo valor ou potencialmente prejudiciais no campo da Medicina de Família e Comunidade, em um contexto que integre o atendimento a pessoas com perspectiva de gênero.

"Este é um documento muito inovador. Até agora não havia sido publicado nada semelhante, pois há muito pouca literatura científica sobre gênero e muitas deficiências, já que as mulheres não adoecem da mesma forma que os homens", explica uma das autoras da publicação e médica de família, Luz de Myotanh, que acrescenta que "além disso, a formação nessa área nos estudos médicos e em todas as especialidades médicas é escassa".

A publicação 'Do not do with a gender perspective' destaca a necessidade de avaliar rigorosamente a cardiopatia isquêmica nas mulheres, evitando descartar o infarto sem uma avaliação completa, pois os preconceitos clínicos baseados em modelos masculinos perpetuam as desigualdades que aumentam a mortalidade feminina após um evento cardiovascular, por não reconhecerem sintomas comuns nas mulheres ou não aplicarem tratamentos adequados.

Em outros assuntos, destaca-se a falta de atenção à deficiência de ferro sem anemia como causa de astenia em mulheres menstruadas. Essa deficiência comum, mas subdiagnosticada, é muitas vezes atribuída erroneamente a causas emocionais devido à falta de pesquisas sensíveis ao gênero, o que atrasa as intervenções eficazes.

Além disso, o semFYC também dedica uma seção da publicação ao risco de suicídio em homens com depressão e às barreiras de gênero que dificultam sua abordagem. Nessa linha, observa-se que os homens têm um risco maior de suicídio devido a fatores como a tendência de não procurar ajuda ou o estigma associado à saúde mental, e seus sintomas depressivos podem se manifestar de forma menos comum (por exemplo, com agressão, isolamento ou uso de substâncias), o que complica sua identificação clínica.

Além de oferecer recomendações clínicas claras, o documento convida os profissionais de saúde a questionar o impacto diferencial que qualquer ação na consulta pode ter sobre homens e mulheres, a fim de reduzir as desigualdades. Nesse sentido, a publicação também aumenta a conscientização.

"Esperamos que sua leitura desperte uma semente de dúvida, ou interesse, ou curiosidade, em relação à perspectiva de gênero na abordagem global de nossas práticas", afirma a introdução do texto. Sobre essa questão, Luz de Myotanh enfatiza que "as abordagens e o tratamento devem ser diferentes de acordo com a pessoa que está sendo tratada: não podemos agir da mesma forma com um homem, uma mulher ou uma pessoa transexual, porque as formas de adoecer são diferentes".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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