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MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC) destacou o “papel estratégico” da especialidade de Medicina Familiar e a necessidade de investir em sua sustentabilidade, inclusive por meio da Formação Sanitária Especializada (FSE), levando em conta que a Atenção Primária (AP) atende até 90% das necessidades de saúde da população.
Diante do início de um novo período de seleção de vagas para o MIR, a semFYC reivindicou uma ação de sensibilização e acompanhamento aos futuros médicos residentes, com o objetivo de reforçar o posicionamento da especialidade como “eixo central” do Sistema Nacional de Saúde (SNS). Por sua vez, solicitou uma análise “rigorosa e corresponsável” dos dados do processo de seleção de vagas.
A sociedade médica destacou que a Medicina Familiar e Comunitária (MFyC) se mantém como a especialidade com o maior volume de vagas oferecidas, um total de 2.544 distribuídas em 194 unidades de ensino, o que consolida seu peso estrutural no sistema de saúde e evidencia que o SNS necessita de médicos de família em uma magnitude “muito superior” ao restante das especialidades.
Por isso, reclamou que o “foco do debate” seja deslocado do “relato das vagas” para uma “análise estrutural” do sistema de formação e de planejamento de recursos humanos e, nessa linha, solicitou uma interpretação “rigorosa” dos dados que “evite simplificações” que “distorçam” a realidade da especialidade. Com base nos dados do ano passado, destacou que a MFyC “mantém uma capacidade competitiva real e sustentada”.
Nesse contexto, ressaltou que o processo MIR não é apenas um momento de escolha individual, mas também permite avaliar o funcionamento global do sistema de saúde. Por isso, apelou à “corresponsabilidade” do governo central, das comunidades autônomas, das universidades e das organizações profissionais.
Conforme detalhou, ele exige que essas instituições façam uma promoção realista da especialidade, baseada em dados e não em percepções; contribuam para reforçar as vocações desde a universidade, com a presença estruturada da Medicina de Família no currículo; e ajudem a melhorar as condições profissionais e docentes, alinhadas com o volume e a complexidade da demanda assistencial.
ORIENTAÇÃO E UNIDADES DOCENTES
A semFYC defendeu que a orientação e as unidades docentes são uma “peça fundamental” para valorizar a especialidade. Por isso, avaliou positivamente a homologação de tutores, um avanço que considera “indispensável” para garantir padrões homogêneos de qualidade docente em todo o país.
A esse respeito, considera prioritário que esse processo não se limite a um reconhecimento formal, mas evolua para um modelo estruturado de capacitação, avaliação e reconhecimento do papel do tutor como “peça crítica do sistema”.
Paralelamente, ele destacou que o desenvolvimento do novo Programa Oficial da Especialidade (POE) deve permitir que as unidades de ensino avancem para modelos mais exigentes e coerentes com as competências que a Medicina de Família exige atualmente. Para isso, ele exigiu não apenas uma atualização curricular, mas condições reais para sua implementação no que diz respeito a tempo de ensino, recursos, capacidade de pesquisa e estabilidade das equipes.
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