NATALYA MAISHEVA/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC), através do Grupo de Vacinas e Doenças Infecciosas do Programa de Atividades Preventivas e Promoção da Saúde (PAPPS), alertou para o aumento sustentado de casos de sarampo na Espanha e sublinhou a necessidade urgente de reforçar a cobertura vacinal, especialmente a segunda dose da vacina tríplice viral, como medida fundamental para conter o ressurgimento de uma das doenças com maior capacidade de transmissão conhecida. “O sarampo volta a estar no centro da atualidade sanitária”, afirma Ana Pilar Javierre, médica de família e comunitária e coordenadora do Grupo de Vacinas do PAPPS da semFYC, no novo episódio do podcast Píldoras de ciencia en abierto, cuja temporada estreia esta terça-feira.
Infelizmente, a Espanha está entre os países com maior número de casos, atrás apenas da Romênia e da França. “Não é um ranking que queremos liderar, muito pelo contrário”, ressalta a médica de família, que aponta o forte aumento da incidência em algumas comunidades autônomas e o alto risco de surtos, já que um único caso pode contagiar entre 18 e 30 pessoas.
Javierre lembra que a vacinação é a ferramenta preventiva mais eficaz contra o sarampo. “Com duas doses da vacina tríplice viral, alcança-se uma proteção superior a 97%, de caráter duradouro”, explica. Na Espanha, enquanto a cobertura da primeira dose atinge 97%, a segunda fica entre 91% e 93%, uma diferença que amplia o número de pessoas suscetíveis.
Seguindo os critérios da OMS, que estabelecem a necessidade de atingir coberturas superiores a 95% com duas doses, a semFYC insiste em revisar sistematicamente o estado vacinal, especialmente em pessoas nascidas a partir de 1978.
No caso de pessoas provenientes de outros países, se não houver comprovação documental da vacinação, elas devem ser consideradas não imunizadas e completar o esquema com duas doses administradas gratuitamente nos centros de saúde. Por se tratar de uma vacina de vírus vivos atenuados, ela é contraindicada em pessoas imunodeprimidas e mulheres grávidas.
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