Publicado 13/10/2025 12:54

A SEMES destaca o papel dos enfermeiros de emergência na aplicação e no ensino da RCP

Archivo - Arquivo - Massagem cardíaca ou RCP
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / ALESSANDRO MELIS

MADRID 13 out. (EUROPA PRESS) -

A vice-presidente de enfermagem da Sociedade Espanhola de Medicina de Emergência (SEMES), Carmen Casal, destacou o papel das enfermeiras de emergência na aplicação da ressuscitação cardiopulmonar (RCP), bem como no ensino da técnica a outros profissionais de saúde e ao público em geral.

"Nosso trabalho não é apenas intervir, mas ensinar as pessoas a não ficarem paralisadas diante de uma parada cardíaca. Cada minuto que alguém realiza a RCP corretamente pode aumentar as chances de sobrevivência", disse Casal no Dia Mundial da RCP, que é comemorado em 16 de outubro.

A SEMES ressalta que o trabalho dos Enfermeiros de Emergência (EUE) não se limita a atuar em situações desse tipo; esses enfermeiros também treinam, pesquisam e coordenam recursos para otimizar a resposta à parada cardíaca e contribuir para salvar vidas. "A ressuscitação não começa no hospital, ela começa onde quer que alguém se atreva a agir", acrescentou Casal.

De acordo com a Sociedade, as pessoas muitas vezes não sabem que grande parte do treinamento em RCP que chega a outros profissionais de saúde e ao público em geral é conduzido por esses enfermeiros. Eles explicam que são eles que ministram workshops, organizam exercícios e formam equipes em hospitais, escolas, empresas e comunidades locais. Seu objetivo é que todos se sintam capazes de agir nessa situação, encurtando os minutos decisivos antes da chegada dos serviços de emergência.

"Embora a RCP seja uma técnica básica que qualquer pessoa pode aprender, é essencial ser bem treinado, pois há fatores que podem aumentar sua eficácia, como a profundidade e a frequência das compressões e a minimização das interrupções. Além disso, a manobra varia entre adultos e crianças. Estudos recentes mostram que a qualidade da RCP nos primeiros minutos tem mais impacto na sobrevivência do que qualquer intervenção posterior, portanto, o treinamento específico é essencial", disse Casal.

APENAS 30% DA POPULAÇÃO ESPANHOLA SABERIA COMO REALIZAR RCP

Nesse contexto, a SEMES informa que, em todo o mundo, entre 3 e 4 milhões de pessoas sofrem parada cardíaca súbita fora do hospital a cada ano. Nesse sentido, eles enfatizam que a diferença entre a vida e a morte muitas vezes depende da capacidade de intervir imediatamente, e é aí que entra a ressuscitação cardiopulmonar (RCP).

Essa manobra, que combina compressões torácicas e ventilações para manter a circulação e o oxigênio quando o coração para, pode até triplicar as chances de sobrevivência a tempo, dizem eles.

Entretanto, embora a RCP seja uma técnica bem conhecida da população em geral, a SEMES adverte que apenas 3 em cada 10 espanhóis são incentivados a praticá-la em caso de parada cardíaca fora do hospital. E, lembre-se, conhecer a RCP nem sempre significa saber como realizá-la em uma situação de emergência.

"Ter enfermeiros com treinamento específico em Medicina de Emergência faz uma grande diferença na assistência médica. Isso lhes permite agir com rapidez e precisão e, ao mesmo tempo, transferir esse conhecimento e coordenar a resposta de outras pessoas, garantindo que mais pessoas saibam como agir quando cada segundo conta", concluiu Javier Morillo, membro da Comissão de Especialidade em Enfermagem de Emergência (EEUE) da SEMES.

Com essa mensagem, a SEMES, no âmbito de sua campanha 'Cuidando da sua segurança, especialistas em Enfermagem de Emergência', pretende mostrar seu compromisso com uma assistência segura, rápida, homogênea e de qualidade, bem como com a promoção e o reconhecimento da Enfermagem de Emergência, que considera essencial para proteger a segurança do paciente durante o atendimento de emergência e para garantir que a resposta à emergência seja eficaz e coordenada.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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