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MADRID 23 jan. (EUROPA PRESS) - A convocatória para o exame MIR deste sábado inclui, pela primeira vez, vagas para formação em Medicina de Urgências e Emergências, uma medida que, segundo a Sociedade Espanhola de Medicina de Urgências e Emergências (SEMES), permitirá melhorar a qualidade e a segurança do atendimento aos pacientes. A entidade sublinha que a necessidade de contar com especialistas nesta área ficou demonstrada após o recente acidente ferroviário ocorrido em Adamuz (Córdoba). “Infelizmente, com o acidente de trem, ficou comprovado que são necessários profissionais especializados em situações deste tipo. Somente a especialidade de Urgências e Emergências oferece a formação necessária para atender a esses pacientes”, afirmou o presidente da SEMES, Tato Vázquez, em entrevista à Europa Press.
Além disso, Vázquez explicou que a nova especialidade era uma reivindicação histórica da SEMES e uma necessidade do sistema, o que também significará que a Espanha se “igualará” aos países europeus, onde a formação está implantada há anos. A nova especialidade estreia no MIR com 82 vagas, um número adequado para a SEMES, embora esperem que aumente com o passar dos anos. “Estamos satisfeitos com as 82 vagas convocadas porque é preciso começar de alguma forma. Uma nova especialidade com 700 vagas não teria lógica. É preciso levar em conta que é necessário testar o funcionamento do sistema, bem como as unidades docentes, e que o programa oficial da especialidade se ajuste ao que realmente se deseja para esses serviços”, detalhou.
No entanto, Vázquez alertou que, de acordo com o “Relatório de oferta e necessidades de médicos especialistas 2023-2035” do Ministério da Saúde, Urgências e Emergências será a especialidade médica mais deficitária e envelhecida do país na próxima década. Nesse sentido, ele destacou que o documento aponta que as Urgências se tornarão a especialidade mais envelhecida a partir de 2029 e estima que serão necessárias entre 500 e 700 vagas MIR anuais para garantir a renovação geracional.
FORMAÇÃO INOVADORA Em relação à formação da nova especialidade, Vázquez indicou que se trata de um modelo “muito inovador” e mostrou-se convencido de que será atraente para os estudantes. Segundo explicou, a formação será articulada em torno de três áreas de ensino: um hospital de referência, um hospital regional e os serviços de emergência. “No caso do hospital regional, é preciso levar em conta que são atendidas as mesmas urgências, mas com menos recursos, o que exige uma maior capacidade de resolução do profissional”. Em seguida, o presidente da SEMES lamentou o atraso na publicação da lista definitiva de admitidos para o exame MIR, considerando que essa demora pode ter gerado ansiedade entre os candidatos. “Essas questões geram um enorme estresse emocional no candidato, que leva pelo menos um ano se preparando intensivamente para a prova”, acrescentou. Por fim, Vázquez desejou sorte aos futuros médicos e que eles possam escolher a especialidade que mais lhes agrada, confiando que muitos deles optem por Urgências e Emergências, que ele definiu como “a mais bonita do mundo”.
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