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MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Medicina de Emergência (SEMES) alertou que os serviços de emergência podem entrar em colapso até 2029 se a substituição de gerações e o treinamento especializado via MIR não forem garantidos.
Assim, a Sociedade aponta que o recente "Relatório sobre o suprimento das necessidades de médicos especialistas 2023-2035", do Ministério da Saúde, é "claro" a esse respeito: "A Medicina de Emergência e as Emergências serão a especialidade médica mais deficiente e envelhecida do país na próxima década", acrescenta a SEMES.
Além disso, o documento também indica que ela terá 10% a menos de profissionais a cada ano até 2035. Por outro lado, em 2029, 40% dos médicos emergencistas terão entre 50 e 65 anos e será a única especialidade médica sem reposição e sem rejuvenescimento.
"Se a substituição de gerações não for garantida, em cinco anos poderemos ver departamentos de emergência fechados por falta de profissionais. Seria o caos para o sistema de saúde", alertou o presidente da SEMES, Tato Vázquez.
Diante dessa situação, o presidente da SEMES ressalta que o desafio mais urgente é iniciar o mais rápido possível o treinamento MIR em Medicina de Acidentes e Emergências, com um número adequado de vagas: "O objetivo é que a primeira turma de residentes comece em 2026 para que, a partir de 2027, haja um número suficiente de novos médicos treinando especificamente em Medicina de Acidentes e Emergências. Essa é a única maneira de enfrentar o futuro.
Além disso, ele enfatiza que não se trata de uma questão de emprego: "É uma questão de sustentabilidade do sistema. Se não treinarmos novos médicos de emergência agora, em alguns anos não haverá o suficiente para atender às necessidades básicas do atendimento de emergência".
De acordo com o presidente da SEMES, a atual saturação do sistema, com 28 milhões de emergências hospitalares e 8 milhões de emergências extra-hospitalares por ano, somada à escassez de profissionais, pode levar a um colapso estrutural. Por esse motivo, ele adverte que, se não houver médicos de emergência suficientes até 2029, os departamentos de emergência serão forçados a reduzir suas operações ou até mesmo fechar, "comprometendo seriamente a assistência médica em toda a Espanha". "
"Não quero nem pensar no que aconteceria se tivéssemos que fechar serviços porque não temos profissionais que possam cobrir esses postos. Acho que seria um caos absoluto para o sistema de saúde. Daí a importância de garantir essa substituição geracional e o rejuvenescimento dos profissionais o mais rápido possível", diz Vázquez.
Por fim, o presidente da SEMES lembra que também é necessário avançar na especialização dos enfermeiros de emergência: "Acreditamos que é um bom momento para considerar essa especialização e agrupá-los em unidades de ensino multiprofissional com médicos".
Ele também propõe que se avance na melhoria do treinamento dos técnicos de emergência de saúde, cujas funções, segundo ele, são fundamentais em mais de 80% dos atendimentos extra-hospitalares: "seu treinamento é regulamentado com base em um ciclo intermediário, mas acreditamos que, para estar em pé de igualdade com a Europa, é necessário passar por um ciclo superior", concluiu.
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