Publicado 26/06/2026 14:16

A SEMERGEN reivindica que a formação em saúde LGTBIQA+ seja incorporada ao programa MIR

Archivo - Arquivo - Bandeira LGTBIQ+ durante o discurso de abertura do Orgulho de Madri 2025 (MADO 2025), na Praça Pedro Zerolo, em 2 de julho de 2025, em Madri (Espanha). Este ano, os responsáveis por proferir o discurso de abertura do Orgulho LGTBIQ+ se
A. Pérez Meca - Europa Press - Arquivo

MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Médicos de Atenção Primária (SEMERGEN) reivindicou que a formação em saúde LGTBIQA+ seja incorporada de forma estruturada tanto ao programa MIR quanto à formação continuada dos profissionais de Atenção Primária, em consonância com as recomendações da Organização Mundial da Saúde e das instituições europeias.

Nesse sentido, o relatório europeu da EuroHealthNet, elaborado a partir de grupos focais com profissionais de saúde e pacientes LGTBIQA+ de seis países, conclui que existe um amplo consenso sobre a necessidade de incorporar formação obrigatória em saúde LGTBIQA+ para todos os profissionais dos serviços de saúde, uma recomendação que a SEMERGEN considera imprescindível para avançar rumo a uma Atenção Primária mais equitativa, inclusiva e centrada nas pessoas.

Foi assim que a SEMERGEN se manifestou por ocasião do Dia Internacional do Orgulho LGTBIQA+. A sociedade reivindicou a necessidade de avançar rumo a uma Atenção Primária livre de estigmas, onde todas as pessoas recebam atendimento de saúde de qualidade, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Por meio de seu Grupo de Trabalho de Sexologia Médica, a SEMERGEN lembra que muitas das desigualdades em saúde que afetam a comunidade LGTBIQA+ não se devem à orientação ou identidade dessas pessoas, mas às barreiras sociais e institucionais que dificultam o acesso a um atendimento médico seguro e confiável. Nesse sentido, diversos organismos internacionais alertam que o estigma continua a ter um impacto direto sobre a saúde física e mental dessas pessoas.

De acordo com a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), 16% das pessoas LGTBIQA+ na Europa já sofreram discriminação ao acessar os serviços de saúde, porcentagem que chega a 34% entre as pessoas trans. Além disso, 46% não revelam sua orientação sexual ou identidade de gênero aos profissionais de saúde, o que dificulta uma anamnese adequada e pode comprometer a qualidade do atendimento.

Na Espanha, três em cada quatro pessoas LGTBIQA+ afirmam ter se sentido desanimadas ou deprimidas, e uma em cada três reconhece ter tido pensamentos suicidas no último ano. 33% tiveram pensamentos suicidas no último ano e 18% cometeram uma tentativa de suicídio, contra 14,5% da população em geral. Os grupos mais afetados são os homens trans (42% com tentativas de suicídio) e as pessoas bissexuais (35%).

A SEMERGEN ressalta que a diversidade faz parte da realidade cotidiana dos consultórios e que oferecer um atendimento livre de preconceitos não constitui apenas um princípio ético, mas também uma ferramenta essencial para melhorar os resultados em saúde e garantir uma assistência verdadeiramente centrada nas pessoas.

Nesse sentido, a Sociedade considera que a Atenção Primária constitui o âmbito ideal para reduzir as desigualdades em saúde que afetam o coletivo LGTBIQA+, graças à relação de confiança e continuidade que caracteriza a Medicina de Família.

“Nós, médicos e médicas de família, somos, com frequência, o primeiro contato das pessoas LGTBIQA+ com o sistema de saúde e desempenhamos um papel fundamental na criação de um ambiente de confiança que favoreça um atendimento integral e contínuo”, explica María Zamora, membro do Grupo de Trabalho de Sexologia da SEMERGEN.

“Avançar em direção a um atendimento livre de estigmas não requer protocolos complexos, mas sim reforçar três aspectos fundamentais: utilizar uma linguagem inclusiva que não pressuponha a orientação sexual ou a identidade de gênero dos pacientes, aprimorar a formação específica dos profissionais sobre as necessidades de saúde desse coletivo e garantir espaços seguros onde as pessoas possam expressar sua identidade sem medo de serem julgadas”, acrescenta Muñoz, membro desse Grupo de Trabalho de Sexologia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado