MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Médicos de Atenção Primária (SEMERGEN) exigiu nesta sexta-feira medidas regulatórias “mais contundentes” diante das “estratégias empregadas pela indústria do tabaco para atrair novos consumidores entre a população jovem e adolescente”.
“Desmascarar o apelo do tabaco é o primeiro passo para recuperar a liberdade sobre nossa saúde”, afirmou Raúl de Simón, especialista em Medicina Familiar e Comunitária e coordenador do Grupo de Trabalho sobre Tabagismo da SEMERGEN.
Dessa forma, a sociedade científica se alinhou à Organização Mundial da Saúde (OMS), que comemora o Dia Mundial Sem Tabaco neste domingo sob o lema “Desmascarando o apelo: combater o vício em nicotina e tabaco”.
Nesse contexto, a SEMERGEN alertou sobre a introdução de cigarros eletrônicos, produtos de tabaco aquecido ou sachês de nicotina com sabores atraentes, designs chamativos e mensagens que minimizam seus riscos, com os quais a indústria busca manter e ampliar sua base de consumidores, favorecendo sua aceitação entre a população mais jovem.
A sociedade médica ressaltou que esses produtos não são inofensivos e alertou que a exposição precoce à nicotina favorece o desenvolvimento de dependência, com consequências para a saúde que podem se prolongar por toda a vida.
MEDIDAS PROPOSTAS
Por isso, insistiu na necessidade de promover ações regulatórias mais contundentes para proteger os mais jovens, proibindo sabores atraentes, bem como restringindo a publicidade e a promoção desses produtos de tabaco e nicotina.
Além disso, ele instou os fumantes a utilizarem os recursos de auxílio à cessação baseados em evidências. “É possível quebrar o ciclo da dependência da nicotina e, neste Dia Mundial Sem Tabaco, queremos lembrar que o ar puro e uma vida sem dependência são direitos que todos devemos defender diante da manipulação comercial da indústria”, destacou Raúl de Simón.
A OMS aponta que, em nível mundial, 40 milhões de crianças e adolescentes entre 13 e 15 anos consomem pelo menos um produto de tabaco. Na Espanha, metade dos adolescentes de 14 a 18 anos já experimentou cigarros eletrônicos, uma prática que aumenta significativamente o risco de iniciar o consumo de tabaco convencional, segundo afirmaram na SEMERGEN.
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