Publicado 13/10/2025 13:26

A SEMERGEN defende a garantia de cuidados de saúde contínuos e coordenados para a população carcerária

Mesa redonda 'Doenças de alta prevalência em detentos e elementos-chave na coordenação intra-extrapenitenciária', durante o 47º Congresso Nacional da SEMERGEN.
LOLO HDEZ

Alerta para a alta vulnerabilidade da saúde das pessoas presas

MADRID, 13 out. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Médicos de Atenção Primária (SEMERGEN) defendeu a garantia de um atendimento de saúde contínuo e coordenado para a população carcerária dentro e fora dos centros, em um contexto em que esse grupo tem uma prevalência maior de doenças infecciosas, uso de drogas e transtornos mentais do que o restante da população.

Isso foi esclarecido pela membro do Conselho de Administração Nacional da SEMERGEN, Celia Cols, durante a mesa redonda "Doenças altamente prevalentes em detentos e elementos-chave na coordenação intra-extrapenitenciária", realizada no âmbito do 47º Congresso Nacional da sociedade científica.

Na Espanha, de acordo com os últimos dados do Ministério do Interior, há cerca de 60.000 detentos. Sabe-se que as presidiárias morrem quatro vezes mais do que as não presidiárias e que os transtornos mentais graves afetam entre quatro e cinco por cento da população carcerária, o que é duas a dez vezes mais prevalente do que na população em geral.

Cols enfatizou que a coordenação entre os serviços de saúde penitenciários e externos é a "pedra angular" da assistência médica na prisão. A esse respeito, ele lembrou que a condição do prisioneiro é transitória, portanto, também é importante garantir o atendimento contínuo após a saída da prisão para promover a reintegração e a saúde pública.

"O atendimento abrangente e equitativo não apenas melhora a saúde individual dos presos, mas também tem um impacto positivo na saúde pública e na coesão social", acrescentou.

MESA REDONDA

O coordenador de Doenças Infecciosas do Programa de Saúde Prisional do Institut Català de la Salut, Andrés Marco, abriu a sessão com uma apresentação sobre morbidade e mortalidade nas prisões, com foco especial na evolução da prevalência e do gerenciamento de doenças como tuberculose, HIV e hepatite C nas últimas décadas.

Por sua vez, o presidente da Sociedade Espanhola de Saúde Prisional, Joaquín Antón, abordou a epidemiologia e a tendência do uso de drogas na prisão, um problema que continua a ser um dos maiores desafios de saúde nas prisões, juntamente com o uso e a desprescrição de drogas psicotrópicas.

A reunião também contou com a presença da psiquiatra do Centro Penitenciário de Arabá, Maddi Laborde, que analisou os transtornos mentais graves e pediu que as equipes interdisciplinares integrassem a saúde mental, a medicina familiar e o serviço social. Segundo ela, a comorbidade psiquiátrica e a dupla patologia são muito comuns, por isso é necessário garantir um atendimento contínuo e coordenado dentro e fora da prisão.

Por fim, a enfermeira Neus Solé apresentou o Nurse Liaison Programme implementado na Catalunha desde 2017. O objetivo desse programa é gerar planos de visita e acompanhamento para toda a população carcerária após a saída da prisão. Essa coordenação é essencial para garantir a continuidade dos cuidados com o trabalho de saúde realizado durante a permanência na prisão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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