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MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Médicos de Atenção Primária (SEMERGEN) e a Associação Espanhola de Esofagite Eosinofílica (AEDESEO) assinaram um acordo-quadro de colaboração para promover iniciativas conjuntas que ajudem a melhorar o conhecimento, o atendimento e o tratamento da esofagite eosinofílica (EoE) no âmbito da Atenção Primária (AP).
A EoE é uma doença inflamatória crônica imunomediada do tipo 2 que se manifesta com inflamação persistente do esôfago e requer acompanhamento contínuo ao longo de toda a vida. A SEMERGEN e a AEDESEO destacaram que o manejo da doença costuma ser liderado por especialistas em Aparelho Digestivo e Alergologia, mas que os médicos da AP são fundamentais na detecção precoce dos sintomas e no acompanhamento global dos pacientes.
Nesse contexto, o acordo assinado visa aproximar a realidade da EoE aos profissionais por meio de iniciativas nas áreas de capacitação, pesquisa, intercâmbio de informações e organização de atividades científicas e de divulgação, como seminários, cursos ou conferências sobre temas de interesse comum.
Ambas as entidades também promoverão estratégias destinadas a reunir conhecimento especializado sobre a esofagite eosinofílica, facilitar o intercâmbio entre profissionais e disponibilizar informações rigorosas e compreensíveis tanto para pacientes e familiares quanto para as equipes de saúde envolvidas em seu atendimento.
Conforme explicaram, a identificação de sintomas sugestivos, como a disfagia ou episódios de impactação alimentar, bem como de comportamentos adaptativos frequentes, como comer muito devagar, evitar determinados alimentos, precisar beber água em abundância para engolir ou cortar excessivamente os alimentos, é importante para suspeitar da doença e favorecer um diagnóstico mais precoce.
Paralelamente, destacaram que possuir um conhecimento adequado sobre a EoE pode melhorar a coordenação entre a Atenção Primária e os diversos especialistas envolvidos no acompanhamento desses pacientes.
Muitas pessoas com EoE apresentam, por sua vez, outras doenças relacionadas à inflamação do tipo 2, como asma, rinite alérgica, dermatite atópica ou alergias alimentares. Por isso, é essencial que os profissionais da Atenção Primária conheçam não apenas o manejo da doença do ponto de vista digestivo, mas também suas possíveis comorbidades e o impacto que ela pode ter na qualidade de vida das pessoas que a sofrem.
OFERECER UMA RESPOSTA SÓLIDA
O vice-presidente do Conselho Diretor Nacional da SEMERGEN e responsável pela Área de Pacientes, Rafael Manuel Micó Pérez, destacou que essa colaboração reforça o compromisso da sociedade em oferecer uma resposta mais sólida, a partir da Atenção Primária, a doenças complexas como a esofagite eosinofílica.
“A educação continuada e a colaboração com associações como a AEDESEO são dois elementos fundamentais que nos permitem oferecer um atendimento mais próximo, integral e centrado nas necessidades das pessoas que convivem com essa patologia. Além disso, nos ajuda a nos coordenar melhor com os diferentes níveis de atendimento e profissionais de saúde, com o objetivo de avançar em direção a modelos de atendimento mais integrados que ofereçam um serviço cada vez mais eficaz”, destacou.
Por sua vez, a presidente da AEDESEO, Zoraida Gómez Carpio, destacou os benefícios que os pacientes podem obter como resultado dessa colaboração, entre os quais mencionou a redução dos atrasos no diagnóstico, a melhoria da coordenação entre os níveis de atendimento e um tratamento mais integral da doença e de suas possíveis manifestações associadas.
No âmbito do acordo, ambas as entidades se comprometeram a aumentar a visibilidade dos recursos disponíveis para pacientes e profissionais. Nesse sentido, a SEMERGEN incluirá a AEDESEO no diretório de associações de pacientes de sua plataforma para pacientes, facilitando que médicos da Atenção Primária e a população em geral possam conhecer o trabalho da associação e acessar seus recursos de apoio e informação.
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