Publicado 20/06/2025 05:49

SEME e SEGO assinam um manifesto para proteger a profissão médica da intromissão profissional

Archivo - Arquivo - Mulher em um consultório médico de estética.
ISTOCK - Arquivo

MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Medicina Estética (SEME) e a Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia (SEGO) assinaram um manifesto no qual levantam suas vozes contra a intrusão profissional, que está afetando cada vez mais a profissão médica.

Nesse documento, as duas organizações convidam todas as sociedades científicas, associações médicas, autoridades de saúde e a mídia a unir suas vozes nessa defesa comum, "porque a saúde não pode ser colocada nas mãos da improvisação, do marketing ou do oportunismo. Proteger a medicina é, em última análise, proteger a vida", afirmam.

As sociedades médicas destacam que essa situação é "particularmente gritante" no campo da medicina estética, onde há uma proliferação de centros que não são de saúde, ofertas enganosas e tratamentos invasivos realizados por profissionais não médicos ou até mesmo por pessoas sem nenhum treinamento médico.

No entanto, eles afirmam que isso também se estende a outras áreas sensíveis da assistência à saúde, como ginecologia e obstetrícia: onde foi detectada a realização de ultrassonografias obstétricas por pessoal não médico; a indicação de tratamentos hormonais sem diagnóstico médico; ou a aplicação de técnicas invasivas no campo do tratamento do assoalho pélvico por profissionais sem as qualificações de saúde necessárias.

As sociedades denunciam que a prática da medicina não é um ato comercial, mas um ato científico, técnico e profundamente humano que exige anos de formação acadêmica, experiência clínica, conhecimento rigoroso da fisiopatologia humana e responsabilidade legal e ética.

Nesse sentido, essas técnicas realizadas por pessoal não qualificado "violam as leis de saúde e comprometem a saúde pública", explicam as sociedades. Além disso, os pacientes perdem a confiança no sistema de saúde, acrescentam.

No manifesto, as organizações também pedem o cumprimento rigoroso dos regulamentos e das leis referentes ao exercício das profissões de saúde; o fechamento imediato dos centros que oferecem serviços de saúde sem pessoal autorizado; a implementação de campanhas de informação para alertar a população sobre os riscos da intromissão; o processo legal contra o uso fraudulento de qualificações e a publicidade enganosa; o fortalecimento dos princípios deontológicos; um chamado à ação; e a conscientização de que a medicina não pode se tornar um mercado sem controle, onde o paciente é visto como um cliente e a saúde como uma mercadoria.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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