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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
As sociedades espanholas Multidisciplinar da Dor (SEMDOR) e de Disfunção Craneomandibular e Dor Orofacial (SEDCYDO) apresentaram uma série de diretrizes para distinguir a dor dentária da dor orofacial e oferecer o tratamento correto, pois alertaram que a dor na boca nem sempre tem origem nos dentes.
“A dor orofacial é um exemplo claro de por que precisamos de avaliação precisa e coordenação assistencial: quando a dor afeta funções básicas, como mastigar ou dormir, não podemos permitir que ela seja subdiagnosticada ou mal orientada”, destacou o presidente da primeira dessas sociedades científicas, o Dr. Luis Miguel Torres, que acrescentou que “o segredo é diagnosticar bem para tratar melhor e evitar a cronicidade”.
Por ocasião da comemoração, nesta sexta-feira, 20 de março, do Dia Mundial da Saúde Bucal, a SEMDOR e a SEDCYDO divulgaram que estruturas como os músculos mastigatórios, a articulação temporomandibular (ATM), ligamentos e nervos podem gerar dor que é percebida como dentária, mesmo que não haja cárie, infecção ou fratura que a explique.
Assim, a dor orofacial costuma ter um impacto direto na vida cotidiana, pois pode dificultar comer, falar, dormir e até mesmo abrir a boca normalmente, gerando um ciclo de limitação funcional e mal-estar prolongado. Diante disso, é necessária uma avaliação que não se limite apenas ao que é evidente e que incorpore uma abordagem multidisciplinar quando for o caso, coordenando a partir da Odontologia com outros perfis clínicos para ajustar a abordagem ao mecanismo da dor.
Aprofundando o assunto, o presidente da SEDCYDO, Miguel de Pedro, afirmou que “as estruturas da boca e da face — músculos, articulação mandibular, ligamentos e nervos — podem gerar uma dor que é sentida como dentária, embora não o seja”. “Identificar de onde realmente vem a dor é parte essencial do trabalho do dentista”, destacou.
FUNÇÃO MANDIBULAR
Nesse contexto, a função mandibular é uma ferramenta diagnóstica especialmente orientadora, pois observar como a dor muda ao abrir a boca, mastigar ou falar ajuda a diferenciar se a origem é dentária, muscular ou articular. Por outro lado, uma cefaleia que piora com a função mandibular pode estar relacionada a distúrbios temporomandibulares, que podem ser diagnosticados e tratados pelo dentista como parte de uma abordagem interdisciplinar.
Em resumo, essas organizações apresentaram três sinais práticos para orientar a avaliação, sendo o primeiro deles uma dor que muda com o movimento. Além disso, são sinais que a dor não corresponda a um problema dentário visível e que haja dificuldade para abrir a boca ou sensação de rigidez.
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