MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (SEIMC) saudou a aprovação final pelo Congresso dos Deputados do projeto de lei para criar a Agência Estatal de Saúde Pública (Aesap).
"Esta é uma boa notícia, pois será um órgão fundamental para que a Espanha possa responder a graves ameaças à saúde, seguindo a linha estabelecida pela Comissão Europeia para fortalecer a preparação dos Estados-Membros em situações críticas de saúde pública e emergências de saúde", destaca a Sociedade em um comunicado.
A SEIMC ressalta que as doenças infecciosas e a microbiologia clínica devem estar "devidamente representadas" na nova Agência. "E isso só será possível com o reconhecimento oficial da especialidade de doenças infecciosas na Espanha. Um avanço necessário que porá fim a uma singularidade que coloca a Espanha como o único país da União Europeia sem essa especialidade reconhecida no sistema MIR", acrescentam.
Por esse motivo, afirmam que o surgimento de novas ameaças, como o aumento da resistência aos antibióticos, o aumento das infecções sexualmente transmissíveis, o aumento do potencial pandêmico de vírus como o H5N1 ou a chegada de vírus tropicais à Espanha, "exigem uma formação altamente especializada e homogênea dos futuros profissionais".
"Os últimos casos de febre da Crimeia-Congo, conhecidos nas últimas semanas em nosso país, são uma demonstração clara de que devemos estar preparados para doenças emergentes, graves e complexas, com pessoal treinado e qualificado", enfatiza o presidente do SEIMC, Javier Membrillo.
"Somente com a criação da especialidade poderemos fortalecer o treinamento dos médicos, garantir uma transferência geracional adequada e alinhar o treinamento espanhol aos padrões europeus", conclui.
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