Publicado 30/04/2026 05:44

A SEICAP destaca que a asma infantil “requer acompanhamento contínuo” e que não deve ser tratada apenas quando há sintomas

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MADRID 30 abr. (EUROPA PRESS) -

O coordenador da Unidade de Alergologia e Pneumologia Pediátrica do Hospital Reina Sofía de Córdoba e presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia Clínica, Alergologia e Asma Pediátrica (SEICAP), o Dr. Javier Torres Borrego, lembrou que a asma infantil “requer um acompanhamento contínuo”, pois não deve ser tratada apenas quando há sintomas.

Essa doença requer “uma abordagem preventiva para evitar recaídas e problemas a longo prazo”, declarou ele, pois, durante uma crise asmática, os brônquios se estreitam e inflamam e, além disso, podem acumular secreções em seu interior, o que dificulta a passagem do ar e provoca os sintomas característicos da patologia. “Esses episódios não ocorrem isoladamente”, afirmou.

Assim, por ocasião da comemoração, nesta terça-feira, 5 de maio, do Dia Mundial da Asma, esta sociedade científica destacou que esta é uma das doenças respiratórias crônicas mais frequentes na infância. Ela se caracteriza por uma inflamação persistente das vias respiratórias que pode provocar tosse, chiado no peito (sibilância), pressão no peito, sensação de sufocamento e dificuldade para respirar.

Além disso, informou que, na Espanha, estima-se que cerca de 10% das crianças e adolescentes sofram da doença e, embora os sintomas possam ser leves ou intermitentes, um controle inadequado pode desencadear crises graves que afetam o bem-estar da criança e de seu ambiente familiar. Diante disso, destacou que a melhor forma de controlá-la é seguir um tratamento anti-inflamatório diário, que permita manter a inflamação sob controle e prevenir exacerbações.

Nesse sentido, ele observou que muitas crises são evitáveis com um bom manejo da doença e, em consonância com o lema da “Iniciativa Global para a Asma” (GINA, na sigla em inglês) para 2026, ressaltou a necessidade urgente de garantir o acesso e o uso adequado de inaladores anti-inflamatórios.

Essas crises “são os episódios que mais alertam as famílias, mas nem sempre correspondem a tudo o que está ocorrendo nos brônquios”, destacou o pediatra, chefe da Seção de Alergologia do Hospital Sant Joan de Déu de Barcelona e coordenador do Grupo de Trabalho de Alergia Respiratória e Asma da SEICAP, o Dr. Jaime Lozano Blasco, que acrescentou que, “embora a criança pareça estar bem, o processo inflamatório pode persistir”.

TENDÊNCIA A SUBESTIMAR A DOENÇA

A esse respeito, e devido ao fato de que o uso exclusivo de medicamentos de resgate, como os broncodilatadores, não permite controlar adequadamente a doença, já que esses medicamentos podem aliviar os sintomas de forma rápida e temporária, mas não atuam sobre o problema de fundo, Torres Borrego afirmou que, “em pacientes com sintomas pouco frequentes ou leves, eles podem ser úteis em momentos específicos, mas frequentemente tende-se a subestimar a doença".

“O uso exclusivo de medicamentos de resgate está associado a um maior risco de crises graves e a uma pior evolução da asma”, especificou, enquanto Lozano Blasco explicou que “o aparecimento frequente de tosse, chiados, sensação de pressão no peito, dificuldade para respirar, despertares noturnos ou a necessidade habitual de recorrer à medicação de resgate são indicadores de que a asma não está sendo adequadamente controlada”.

Por outro lado, Torres Borrego indicou que as limitações na realização de atividades cotidianas também não devem ser normalizadas. “Hoje em dia, existem ferramentas suficientes para que qualquer criança ou adolescente com asma possa brincar, praticar esportes e se beneficiar de todas as vantagens dessas atividades, desde que a doença esteja bem controlada”, destacou Lozano Blasco.

Nesse sentido, o acompanhamento do pediatra é importante, pois “o objetivo é evitar exacerbações e manter uma boa evolução da doença a longo prazo”, continuou Torres Borrego. Para isso, os especialistas destacaram a importância do tratamento preventivo diário, bem como de agir sobre os fatores de risco e seguir as recomendações indicadas em cada caso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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