Publicado 24/04/2025 08:56

O SEFAP considera que o projeto de Lei de Medicamentos não promove suficientemente o uso de biossimilares

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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Sociedade Espanhola de Farmacêuticos de Atenção Primária (SEFAP), José Manuel Paredero, assinalou que o projeto de Lei de Medicamentos não toma as medidas necessárias para promover o uso de medicamentos biossimilares e, nesse sentido, destacou que faltam "mais coisas", como a regulamentação para que os fabricantes considerem sua produção rentável.

Foi o que ele disse nesta quinta-feira durante uma coletiva de imprensa para apresentar o relatório 'Biosimilars in Primary Care', que destaca um aumento de cerca de 30% na prescrição de medicamentos biossimilares nesse nível de atendimento.

Paredero destacou que um aspecto interessante do projeto de lei é a medição do impacto ambiental dos medicamentos. Como ele explicou, atualmente parece que quando um biossimilar chega ao mercado e consegue baixar o preço de referência, a administração considera que seu objetivo foi alcançado e, a partir daí, "não se importa".

"Essa é a sensação que eu tenho. Acho que isso tem que ir muito além, porque se você parar por aí, no fim das contas você não incentiva realmente a chegada dos biossimilares, que eles sejam mantidos e sua implementação", disse ele.

Silvia Reboredo, vice-diretora geral de Farmácia do Serviço Galego de Saúde (SERGAS), disse que a mudança no sistema de preços de referência introduzida pelo projeto de lei é "bastante complexa" para as comunidades autônomas implementarem e que elas estão estudando a proposta para melhorá-la.

"Em princípio, parece um pouco mais complexo porque não está exatamente bem definido. Isso tem que ser desenvolvido, com o decreto sobre preços de referência, que é o que realmente desenvolve tudo isso", disse ele. Ele acrescentou que, em princípio, esse sistema "não favorece" o biossimilar. "Não acho que ele contribua em nada para o biossimilar em comparação com o que já está em vigor", concluiu.

CONSELHOS DE COORDENAÇÃO FARMACOTERAPÊUTICA

Outra questão abordada foi a inclusão dos Conselhos de Coordenação Farmacoterapêutica no projeto da Lei de Medicamentos e como eles poderiam ter um impacto positivo no uso de biossimilares na atenção primária.

José Manuel Paredero enfatizou que esses órgãos, por reunirem profissionais de diferentes áreas, podem ser "um bom ponto de encontro" para analisar e debater quando houver "obstáculos" e, assim, promover o uso de biossimilares.

"Muitas vezes, quando se explicam aos profissionais de saúde os novos desenvolvimentos, as situações, os benefícios que um medicamento biossimilar pode ter, o que está por trás disso, e eles analisam e colocam na mesa e discutem as dúvidas, em um debate científico, acredito que isso os ajuda muito a superar essas barreiras de confiança, a poder suavizá-las pouco a pouco e a incentivar um melhor uso dos biossimilares", destacou.

Por sua vez, a presidente da Sociedade Espanhola de Farmacêuticos de Atenção Primária (semFYC), Remedios Martín, saudou o fato de que a proposta para esse conselho de coordenação incorpora profissionais de saúde social para garantir um trabalho "homogêneo" entre os profissionais. Ela também concordou que, se esses órgãos funcionarem, "será um sucesso".

"A chave do Conselho Farmacoterapêutico é a aproximação com as farmácias", destacou Silvia Reboredo, que explicou que na Galícia os farmacêuticos estão integrados aos centros de saúde, mas que "cada vez mais é necessário ter uma relação mais próxima com as farmácias" para compartilhar necessidades e destacar dificuldades ou carências.

"Acredito que sim, se o fizermos bem, pode facilitar em muitas áreas e nos biossimilares também, é claro, para gerar a confiança de que precisamos", reiterou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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