MADRID, 7 jun. (EUROPA PRESS) -
O Grupo de Trabalho de Sobreviventes da Sociedade Espanhola de Enfermagem Oncológica (SEEO) reivindica neste domingo, 7 de junho, Dia Mundial do Sobrevivente de Câncer, o papel do(a) enfermeiro(a) oncológico(a) como profissional indispensável no atendimento e acompanhamento do(da) sobrevivente de câncer, e alerta para a "falta de estratégias estruturadas e consolidadas" para um atendimento contínuo a esses pacientes.
Por esse motivo, a SEEO deseja dar visibilidade às necessidades específicas dos sobreviventes de câncer e de suas famílias, bem como à importância de garantir um atendimento integral e contínuo após o término do tratamento ativo.
Nos últimos anos, o número de sobreviventes de longo prazo do câncer tem aumentado de forma sustentada graças aos avanços diagnósticos e terapêuticos. Essa realidade apresenta novos desafios assistenciais e evidencia a necessidade de desenvolver modelos de atendimento acessíveis, coordenados e centrados nas necessidades das pessoas ao longo de toda a trajetória da doença e da sobrevivência.
As sequelas decorrentes do câncer e dos tratamentos oncológicos podem persistir por anos e afetar o bem-estar físico, psicológico e social. Entre os efeitos tardios mais frequentes estão a dor, a astenia persistente, as alterações emocionais e as mudanças na qualidade de vida e na forma de lidar com o dia a dia.
Nesse contexto, as enfermeiras oncológicas desempenham um papel fundamental na detecção, acompanhamento e abordagem dessas necessidades, acompanhando os sobreviventes e seus familiares no processo de recuperação e adaptação à sua nova realidade.
Da mesma forma, a SEEO destaca que “as enfermeiras gestoras de casos e de cuidados são figuras-chave para garantir a coordenação entre os diferentes níveis de assistência e favorecer a continuidade do atendimento, contribuindo para uma resposta mais eficiente e personalizada”.
No entanto, lamenta que na Espanha “ainda exista uma carência de estratégias estruturadas e consolidadas que permitam oferecer um acompanhamento sistemático e uma assistência contínua aos sobreviventes de longo prazo do câncer”.
Por isso, o Grupo de Trabalho de Sobreviventes da SEEO insiste na necessidade de reconhecer e reforçar o papel da enfermeira oncológica como referência assistencial para esse coletivo, garantindo uma assistência integral que responda aos desafios físicos, emocionais e sociais que acompanham a sobrevivência ao câncer.
Com esse objetivo, o Grupo de Trabalho de Sobreviventes da SEEO está atualmente trabalhando na abordagem das enfermeiras gestoras de casos e de cuidados, aprofundando sua visão estratégica e operacional para contribuir para garantir um atendimento de qualidade à população de sobreviventes.
Tudo isso com o objetivo de identificar áreas de melhoria e formular propostas que permitam avançar em direção a modelos de acompanhamento mais estruturados, contínuos e centrados nas necessidades reais dos sobreviventes e de suas famílias.
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