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MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Consultivo da Sociedade Espanhola de Gestores de Saúde (SEDISA) defendeu o estabelecimento de uma política de saúde estatal com uma visão de médio e longo prazo, bem como a profissionalização da direção e do gerenciamento de centros e serviços de saúde.
Foi o que ele disse durante uma sessão on-line do Conselho Consultivo Agora da SEDISA, sob o título "A Política de Gestão da Saúde". "O Conselho Consultivo foi criado para promover o pensamento estratégico na área da saúde, e esta sessão é uma clara demonstração da necessidade de construir pontes entre a gestão e a política, a fim de avançar para um modelo mais sólido e eficiente", disse o presidente do Conselho Consultivo da SEDISA, Mariano Guerrero.
O vice-presidente do Conselho Consultivo e ex-ministro da Saúde da Galícia, José Manuel González, coordenou o debate, destacando a importância de consolidar estruturas profissionais de gestão: "Um sistema de saúde moderno requer gestão técnica, avaliação de resultados e planejamento baseado em dados. E tudo isso deve ser resultado de uma política de saúde coerente, que não dependa de ciclos eleitorais".
Durante a sessão, a presidente da A.M.A. e ex-ministra da Saúde, Ana Pastor, também se pronunciou, apontando a necessidade de se estabelecer um quadro político estável que permita aos gestores agir com rigor e continuidade. "Não podemos pedir resultados se não dotarmos o sistema de estruturas sólidas. A política deve deixar de ser reativa e começar a construir consensos de longo prazo. A saúde deve ser uma prioridade do Estado", disse ele.
Além disso, ele insistiu que "a Espanha precisa de uma política de saúde estatal que não mude a cada quatro anos" e pediu uma maior integração do conhecimento técnico na formulação de políticas.
Por sua vez, o ministro da Saúde da região da Cantábria, César Pascual, destacou a falta de vontade política para realizar as mudanças estruturais de que o sistema de saúde precisa. "A gestão da saúde não pode continuar prisioneira da visão de curto prazo. Se não assumirmos uma direção clara do Estado e respeitarmos a autonomia de gestão dos profissionais, o sistema continuará estagnado", enfatizou.
Os participantes da sessão também chegaram a outras conclusões, como o fortalecimento da coordenação entre os níveis de atendimento e os territórios, o desenvolvimento de sistemas de informação integrados e comparáveis em todo o Sistema Nacional de Saúde e o fornecimento de ferramentas regulatórias e orçamentárias estáveis aos gerentes.
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