Publicado 18/02/2025 09:31

SEDISA alerta no Congresso sobre a falta de mudança geracional entre os gerentes de gestão de saúde

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EUROPA PRESS - Arquivo

MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -

A primeira vice-presidente da Sociedade Espanhola de Gestores de Saúde (SEDISA), Dulce Ramírez, advertiu nesta terça-feira, na Comissão de Saúde do Congresso dos Deputados da Espanha, sobre o "problema" na Espanha da falta de substituição de gerações entre os gestores de saúde.

"Não é porque há falta de espaço na bancada e de jovens. É porque as pessoas que estão lá não veem a atração de um perfil de gestão que não é reconhecido socialmente, que não é reconhecido economicamente e que, muitas vezes, envolve trabalhar 24 horas por dia com base em critérios que não temos muito claramente definidos", apontou Ramírez durante sua apresentação.

Nesse sentido, a vice-presidente da SEDISA criticou o fato de que os gerentes de saúde na Espanha estão sujeitos a "regulamentações que impedem o desenvolvimento da profissão". Por isso, ela propôs tornar a profissão mais atraente: "Porque ela realmente é atraente e necessária".

Da mesma forma, o presidente da SEDISA, José Soto, acrescentou que, em uma tentativa de resolver o problema da substituição de gerações, a SEDISA lançou uma Licenciatura em Gestão de Saúde na Universidade Europeia de Madri. "Esse é um de nossos sucessos. Mas também temos três mestrados universitários, uma cátedra de gestão universitária para realizar pesquisas e nossa própria escola de liderança", explicou o presidente da SEDISA.

NOMEAÇÕES E DEMISSÕES DE EXECUTIVOS

Durante seu comparecimento perante a Comissão de Saúde, Soto e Ramírez explicaram aos deputados que o objetivo da SEDISA, que atualmente tem mais de 3.000 membros, é a "profissionalização dos gerentes de saúde". Eles deram detalhes de alguns dos programas de treinamento e autoavaliação oferecidos pela Sociedade, bem como de outros projetos destinados a consolidar essa figura na Espanha.

Sobre esse ponto, Soto sugeriu que, na nomeação de gerentes, a prioridade deve ser dada "àqueles que estão mais bem preparados e têm treinamento e experiência credenciados". Quanto às demissões, ele se compromete a baseá-las na "avaliação de desempenho".

"Não queremos ver demissões quando um novo gerente entra em um hospital e decide que não vai ter todos os gerentes em sua equipe porque eles eram de uma equipe anterior. Essa situação continua ocorrendo, embora cada vez menos", acrescentou.

Essas demissões e nomeações seriam realizadas por meio de uma figura regulatória. "Acreditamos que o Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde é onde essa figura-chave deve ser desenvolvida para coordenar a contratação e a demissão de gerentes, com base em seu perfil profissional e não por outros motivos", acrescentou Ramírez.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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