Publicado 10/07/2026 12:02

A SEDAR exige que o Ministério da Saúde elabore uma regulamentação urgente que garanta a máxima segurança durante a sedação profunda

Faz um apelo aos pacientes para que protejam ativamente sua segurança

Archivo - Arquivo - Sala de cirurgia, cirurgia, anestesia
WAVEBREAKMEDIA/ ISTOCK - Arquivo

MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Anestesiologia, Reanimação e Terapia da Dor (SEDAR) solicitou ao Ministério da Saúde uma regulamentação que garanta que toda sedação profunda e anestesia geral com medicamentos sejam realizadas por um médico especialista em Anestesiologia e Reanimação dedicado exclusivamente ao procedimento anestésico.

Além disso, lembra aos pacientes que têm o direito de saber quem será o profissional responsável por sua anestesia e qual é sua especialidade antes de se submeterem a qualquer procedimento realizado sob sedação profunda ou anestesia geral com ventilação espontânea.

Essas reivindicações estão contidas no manifesto institucional divulgado pela sociedade científica após o falecimento de uma paciente durante um procedimento realizado sob sedação profunda ou anestesia geral com ventilação espontânea, sem a presença de um médico especialista em Anestesiologia e Reanimação dedicado exclusivamente ao ato anestésico.

Para a SEDAR, esse grave incidente deve marcar um ponto de inflexão na segurança do paciente na Espanha e abrir um debate que a sociedade científica vem reivindicando há anos: a necessidade de estabelecer por lei padrões mínimos obrigatórios de segurança para todos os procedimentos que exijam sedação profunda ou anestesia geral.

Em seu manifesto, a SEDAR solicita ao Ministério da Saúde e a todas as administrações de saúde a aprovação de uma regulamentação nacional que garanta que toda sedação profunda ou anestesia geral com ventilação espontânea, utilizando medicamentos anestésicos, seja realizada por um médico especialista em Anestesiologia e Reanimação dedicado exclusivamente ao ato anestésico.

A sociedade científica considera que a segurança anestésica deve ser protegida por meio de um marco normativo homogêneo para todo o Sistema Nacional de Saúde, evitando que o nível de segurança do paciente dependa do hospital onde ele seja atendido ou de modelos organizacionais diferentes entre os centros. “A segurança do paciente não pode depender do local onde ele seja atendido. Deve ser um direito garantido por lei para todos os cidadãos”, ressalta.

“A SEDAÇÃO PROFUNDA É UM PROCEDIMENTO ANESTÉSICO DE ALTO RISCO”

Nesse contexto, a SEDAR lembra que a sedação profunda “não é um procedimento menor nem uma simples administração de medicamentos para induzir o sono”. Do ponto de vista fisiológico, trata-se de um ato anestésico que pode comprometer repentinamente as vias aéreas, a respiração, a oxigenação cerebral e a estabilidade cardiovascular do paciente.

Por isso, considera que deve ser realizada com os mesmos padrões de segurança que qualquer anestesia geral, incluindo a presença contínua de um médico anestesiologista responsável pela avaliação pré-anestésica, pela indicação e prescrição dos medicamentos anestésicos, pelo monitoramento permanente do paciente e pelo tratamento imediato de qualquer complicação.

A SEDAR lembra que a legislação espanhola reconhece o direito dos pacientes de saber quem será o profissional responsável por seus cuidados, qual é sua especialidade e quem assumirá a vigilância anestésica durante todo o procedimento. Por esse motivo, a sociedade científica recomenda que, antes de assinar o consentimento informado, os pacientes solicitem essas informações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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