Publicado 04/04/2025 10:08

A SECPAL e a AETSyS promoverão o reconhecimento dos assistentes sociais como profissionais de saúde.

A SECPAL e a AETSyS promoverão o reconhecimento dos assistentes sociais como profissionais de saúde.
SECPAL

MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola de Trabalho Social e Saúde (AETSyS) e a Sociedade Espanhola de Cuidados Paliativos (SECPAL) anunciaram a assinatura de um acordo de colaboração para promover o reconhecimento dos assistentes sociais como profissionais de saúde no Sistema Nacional de Saúde (SNS), destacando seu "papel essencial" no campo dos cuidados paliativos e em todas as dimensões da saúde.

Ambas as organizações apontaram que a falta de reconhecimento os exclui das equipes multidisciplinares e limita seu acesso a treinamento específico, além de restringir sua participação na gestão de informações clínicas, embora tenham reconhecido que essa situação melhorou nos últimos anos.

"Os assistentes sociais estão trabalhando na área da saúde há muito tempo. Fazemos parte da definição de 'saúde' da Organização Mundial da Saúde (OMS), que integra o biológico, o psicológico e o social. Nós completamos essa definição dentro das equipes, abordando a dimensão social da saúde", explicou a presidente da AETSyS, Miguela Arévalo García-Gasco.

Nesse sentido, ela afirmou que tanto a SECPAL quanto a AETSyS coincidem em sua afirmação de que os assistentes sociais merecem a "consideração" dos profissionais de saúde, tanto na esfera pública quanto na privada.

"Nos cuidados paliativos, ninguém duvida do papel do assistente social de saúde para garantir o atendimento adequado e a melhor qualidade de vida possível para as famílias", acrescentou.

Por sua vez, o vice-presidente de Trabalho Social da SECPAL, Alejandro González Peña, explicou que o acordo permitirá "apoio mútuo", "compartilhamento de informações e recursos científicos" e "criação de alianças" para atender a essa solicitação.

Peña enfatizou que a figura do assistente social nas equipes de cuidados paliativos é "essencial" para oferecer um atendimento abrangente e de qualidade, tanto nos aspectos médicos quanto no impacto social e emocional enfrentado pelos pacientes e suas famílias, pois eles os acompanham durante o curso da doença.

"Ao se concentrar em diagnósticos e tratamentos, em avanços tecnológicos, talvez a medicina tenha se desumanizado um pouco. Nos cuidados paliativos, estamos mostrando como a assistência médica deve funcionar: não com as doenças, mas com as pessoas que estão doentes. O fato de as equipes terem incorporado figuras como psicólogos ou, nesse caso, assistentes sociais, ajuda a olhar a pessoa nos olhos novamente, a ajudá-la", acrescentou.

O acordo também representa "mais uma demonstração do compromisso de nossa sociedade científica com o reconhecimento dos assistentes sociais como profissionais de saúde e sua presença indispensável nas equipes multidisciplinares de Cuidados Paliativos", como observou a presidente da SECPAL, Elia Martínez Moreno.

Esse compromisso já foi transmitido ao Ministério da Saúde, resultando em "vários marcos" no último ano, após a criação de uma Vice-Presidência de Serviço Social, o lançamento do "Manifesto a favor do serviço social no NHS e na prestação de cuidados paliativos" e a organização da primeira conferência sobre Serviço Social em Cuidados Paliativos, a ser realizada em 21 de novembro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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