MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
Um diagnóstico personalizado e a aplicação de técnicas objetivas de diagnóstico podem beneficiar mais de 60% dos pacientes com asma, de acordo com o Manual de Procedimientos en Asma da Sociedad Española de Alergología e Inmunología Clínica (SEAIC), em colaboração com a AstraZeneca.
Esse documento tem o objetivo de evoluir a abordagem tradicional, que se concentra no controle dos sintomas da asma. Portanto, o manual exige uma mudança de paradigma. "O futuro da asma está em adaptar o tratamento ao fenótipo específico de cada paciente. Para isso, é essencial conhecer em detalhes todos os testes diagnósticos necessários para obter um diagnóstico objetivo e preciso", diz Juan Carlos Miralles, presidente do Comitê de Asma da SEAIC.
Resultado da colaboração entre especialistas em alergologia e pneumologia e coordenado pela Dra. Mar Fernández, juntamente com a Dra. Marta Frías, a Dra. Mar Gandolfo e a Dra. María Victoria García-Gallardo, esse documento é a primeira ferramenta que sistematiza de forma abrangente os mais avançados testes e protocolos de diagnóstico da asma.
Seu conteúdo, distribuído em 12 capítulos, abrange desde testes respiratórios funcionais - espirometria, pletismografia e oscilometria - até técnicas de ponta, como a medição da fração exalada de óxido nítrico (FeNO), escarro induzido, testes de hiperresponsividade brônquica (tanto inespecíficos quanto específicos) e broncoscopia.
O manual também enfatiza a importância de a asma ser diagnosticada e tratada em unidades multidisciplinares. Nesse sentido, inclui um capítulo específico sobre broncoscopia na asma, escrito pelo pneumologista Borja Cosío, que reflete a colaboração necessária entre as especialidades na abordagem dos casos mais complexos.
Também inclui protocolos para a avaliação da comorbidade mais importante: a rinite, complementada por um capítulo sobre funcionalismo nasal. "A medicina de precisão exige que vamos além do controle dos sintomas. Com este manual, pretendemos que cada especialista adapte o tratamento ao perfil específico do paciente, modificando o curso natural da doença", diz Mar Fernández, coordenadora do Grupo de Procedimentos em Asma da SEAIC.
O manual também destaca a importância da equipe de enfermagem na implementação correta dessas técnicas de diagnóstico. "A criação e o credenciamento de unidades de asma grave, dirigidas e gerenciadas por esses profissionais em conjunto com especialistas em alergologia, são elementos essenciais para garantir um atendimento de qualidade e consolidar a excelência no manejo da patologia", enfatiza a SEAIC.
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