RASI BHADRAMANI/ ISTOCK - Arquivo
A prevalência da infecção ativa pelo HCV é de 0,14% e estima-se que cerca de 13.000 pessoas ainda não tenham sido diagnosticadas.
MADRID, 1 out. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde indicou nesta quarta-feira que vai reforçar, em coordenação com as comunidades autônomas, as estratégias de triagem da hepatite C (HCV) em populações vulneráveis e a ligação efetiva entre diagnóstico e tratamento, com o objetivo de avançar para a eliminação do vírus.
Na Espanha, a prevalência da infecção ativa pelo HCV é de 0,14%, ou cerca de 54.500 pessoas. Deixando de lado os grupos com exposição a riscos, a prevalência na população em geral cai para 0,12%, ou cerca de 45.000 casos, informou o ministério em um comunicado.
Desde o lançamento do Plano Estratégico para o Controle da Hepatite C (PEAHC) em 2015 e até o final de 2024, um total de 172.414 pessoas foram tratadas com antivirais de ação direta (DAAs), com uma taxa de cura de mais de 94%.
Coincidindo com o Dia Internacional da Hepatite C, o Ministério da Saúde destacou os resultados alcançados graças ao PEAHC e aos DAAs, que "transformaram" a abordagem clínica da doença e tiveram um "impacto direto" na redução da circulação do vírus.
Isso teve um efeito significativo nas listas de espera para transplante de fígado, reduzindo o tempo e melhorando o acesso de pessoas com outras doenças hepáticas. Em 2015, 32% dos pacientes nessas listas tinham infecção por HCV; em 2024, essa porcentagem caiu para 7%.
Além disso, o uso de órgãos de doadores com hepatite C foi ampliado, inclusive para receptores com hepatite C negativa, mantendo altos padrões de segurança e expandindo as opções de tratamento.
O Departamento de Saúde declarou que, apesar do progresso alcançado, cerca de 13.000 pessoas com hepatite C ainda não foram diagnosticadas, sendo essa população não identificada um dos principais desafios na fase final para a eliminação do vírus.
Nesse sentido, enfatizou que continuará trabalhando para alcançar a erradicação da hepatite C até 2030, de acordo com a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). "A experiência acumulada ao longo desta década e os resultados alcançados nos permitem consolidar uma nova etapa focada na detecção precoce, na equidade de acesso e na ação interterritorial", acrescentou.
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