Publicado 16/07/2025 07:27

A saúde privada reforça sua proteção digital diante do aumento de ataques cibernéticos ao setor de saúde

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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -

A Aliança Espanhola de Saúde Privada (ASPE) destacou o esforço sustentado que está sendo feito pelos hospitais privados espanhóis na área de segurança cibernética, uma área prioritária diante do aumento de ataques cibernéticos graves no setor de saúde; 152 em 2023, de acordo com dados oficiais, 32% a mais do que no ano anterior.

De acordo com a ASPE, esses números, coletados pelo Instituto Nacional de Segurança Cibernética (INCIBE), destacam a crescente vulnerabilidade do setor de saúde, marcado pelo manuseio de dados clínicos altamente confidenciais e pela necessidade crítica de garantir a continuidade do atendimento.

Diante dessa realidade, o setor privado afirma ter implementado um ambicioso roteiro tecnológico e organizacional para fortalecer seus sistemas de defesa digital. Entre os avanços mais notáveis estão a incorporação de sistemas de detecção e resposta a incidentes em tempo real e a implementação de mecanismos de criptografia de dados clínicos.

Nesse contexto, a ASPE quis destacar as ações de segurança cibernética realizadas por vários grupos de saúde. Por exemplo, o Virhas implementou em fevereiro passado, juntamente com a Telefónica, a LuxQuanta e a QoolNet, a distribuição de chaves quânticas (QKD) entre os hospitais universitários Vithas Madrid La Milagrosa e Aravaca, com o objetivo de garantir a confidencialidade dos dados médicos contra futuras ameaças, incluindo computadores quânticos.

Outro exemplo é o HM Hospitales, que, junto com a Savana, implementou ferramentas avançadas de anonimização para garantir o anonimato em seus fluxos de dados clínicos. Além disso, desde 2019, eles estão trabalhando com a Telefónica para monitorar ameaças como vírus de computador, firewall e segurança gerenciada.

Por sua vez, a Ribera Salud, por meio de sua fundação e em conjunto com sua unidade de tecnologia Futurs, está participando do projeto 'NEMECYS', focado em aumentar a segurança de dispositivos médicos conectados, tanto em hospitais quanto em casa. A empresa está desenvolvendo ferramentas e procedimentos de segurança cibernética desde a fase de projeto para tecnologias como patches de biompedância, sistemas para distúrbios de movimento, aplicativos terapêuticos e diagnósticos in vitro.

CURSOS DE TREINAMENTO

Paralelamente, o setor reforçou o treinamento contínuo de seus profissionais, ciente de que a segurança cibernética também é uma questão humana. Em 2024, foram realizadas mais de 120 sessões de treinamento para equipes de saúde e administrativas, com foco na detecção precoce de possíveis incidentes, conformidade regulatória e práticas recomendadas de proteção de dados.

Além disso, os hospitais privados membros da ASPE adaptaram seus procedimentos para cumprir as normas estabelecidas no Esquema de Segurança Nacional (ENS) e a recente diretiva europeia NIS2, que estabelece obrigações rigorosas para os operadores de serviços essenciais.

"A segurança cibernética não é mais uma questão técnica ou marginal; é um pilar fundamental para garantir a qualidade do atendimento, a confiança do paciente e a sustentabilidade do sistema de saúde", disse o presidente da ASPE, Carlos Rus.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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