MADRID 18 jul. (EUROPA PRESS) -
Os Ministérios da Saúde, Transporte e Mobilidade Sustentável e Habitação e Agenda Urbana, juntamente com a Federação Espanhola de Municípios e Províncias (FEMP), lançaram nesta sexta-feira um guia com recomendações para as prefeituras com o objetivo de transformar o planejamento urbano e melhorar a saúde da população por meio de ações "simples", "rápidas", "reversíveis" e de "baixo custo".
Essas ações incluem a pintura de playgrounds infantis em calçadas alargadas, a instalação de jardineiras móveis para delimitar áreas ou a abertura de ruas para pedestres próximas a centros educacionais, que não exigem "grandes investimentos" e que também possibilitam a reorganização do espaço público com uma abordagem "experimental", "participativa" e "adaptável" às necessidades de cada bairro ou município.
Da mesma forma, foi proposta a criação de ciclovias temporárias, áreas de lazer em estacionamentos convertidos ou projetos colaborativos para pintar murais comunitários, melhorando o ambiente e promovendo uma identidade local; tudo com o objetivo de promover o bem-estar coletivo com uma perspectiva de equidade e com a participação da população.
A criação desses espaços ou sua renovação pode ajudar a "criar comunidade", além de facilitar a dinâmica de reuniões e lazer público que afeta positiva e diretamente os negócios próximos.
Da mesma forma, eles têm a capacidade de proteger o meio ambiente e promover a circularidade dos recursos e reduzir a poluição atmosférica e sonora, entre outras formas de poluição ou fontes de patologias e doenças na população.
A execução dessas medidas também pode melhorar a conexão entre diferentes áreas da cidade, reduzindo assim a segregação socioespacial, e aumentar a segurança passiva no ambiente, facilitando a mobilidade ativa diária e a prosperidade da comunidade.
Entre as intervenções incluídas como referência está o programa "Protegim les escoles" do Conselho Municipal de Barcelona, que transformou os ambientes escolares removendo faixas de tráfego, ampliando as calçadas e usando mobiliário urbano, como bancos, jardineiras ou pilaretes decorativos.
O documento, destinado a funcionários municipais, equipe técnica, planejadores urbanos, profissionais de saúde e agentes comunitários, destaca a relação "direta" entre planejamento urbano e saúde, e que essas medidas buscam abordar questões como inatividade física, solidão indesejada, exposição à poluição e desigualdades no acesso a espaços verdes.
O guia inclui princípios, objetivos, metodologias e um kit de ferramentas para planejar, implementar e avaliar intervenções de urbanismo tático, incentivando os municípios a integrar esse tipo de ação em suas políticas locais e estratégias urbanas, em coerência com a Agenda Urbana Espanhola e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
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