MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde apresentou nesta quinta-feira o Plano Nacional de Ações Preventivas sobre os Efeitos do Excesso de Temperatura na Saúde 2025, que visa reduzir o impacto na saúde da população como resultado das ondas de calor e inclui como novidade a adaptação dos níveis de risco aos fatores que aumentam a vulnerabilidade das pessoas ao calor.
"O calor extremo e as ondas de calor já estão aqui e tudo indica que continuarão a aumentar em frequência, a se tornar mais intensos, a durar mais e mais tempo, e quando as temperaturas não diminuem nem de dia nem de noite, o corpo humano simplesmente não tem tempo para se aclimatar e se recuperar. Ele fica sobrecarregado e exausto e, em muitas pessoas, isso pode levar a doenças graves e até mesmo a uma insolação letal", enfatizou a Ministra da Saúde, Mónica García, na apresentação desse Plano.
Ela também destacou que o calor extremo se tornou a principal causa de morte associada à mudança climática nos últimos três anos, causando 4.813 mortes em 2022; 3.009 em 2023; e 2.012 em 2024. "A mortalidade relacionada ao calor é apenas a ponta do iceberg, a ponta de uma pirâmide. O calor aumenta os acidentes de trabalho, aumenta as hospitalizações, as noites sem dormir e (...) também pode agravar situações de violência de gênero", acrescentou.
Nesse contexto, ela defendeu a utilidade de ações voltadas para a preparação para o calor, como o Plano de Altas Temperaturas, que atua como "uma ferramenta de prevenção, coordenação e resposta". "Todas as evidências científicas nos dizem que quanto mais levarmos a sério o calor e as ondas de calor e quanto mais preparados estivermos, menores serão os efeitos sobre a saúde, menos noites sem dormir, menos visitas ao hospital e menos mortes", insistiu.
O Plano Nacional de Ondas de Calor está ativo desde 16 de maio e se estenderá pelo menos até 30 de setembro, pois o documento inclui um critério de flexibilidade que permite que ele seja ativado tanto nos 15 dias anteriores quanto nos 15 dias posteriores ao período indicado. Sua concepção se baseia em um sistema de alerta baseado em previsões meteorológicas e dados diários de mortalidade, identificando riscos precocemente e estabelecendo níveis de intervenção de acordo com a intensidade térmica e o impacto esperado na saúde.
Conforme descrito no próprio plano, o Ministério da Saúde avalia diariamente as informações fornecidas pela Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) sobre as temperaturas máximas esperadas para aquele dia e para os dois dias seguintes, e estabelece os níveis de risco correspondentes, que comunica a cada comunidade autônoma afetada para que, em conjunto, implementem as medidas necessárias.
(A ser estendido)
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