Publicado 16/07/2025 08:14

A saúde alerta para os riscos do consumo de vitamina D sem supervisão médica

Após o alerta nas Ilhas Baleares, com 16 pessoas hospitalizadas por consumirem um suplemento defeituoso com altas doses de vitamina D

Archivo - Arquivo - Muitos suplementos nutricionais e vitaminas em cápsulas, comprimidos, etc.
ISTOCK/ ENVIROMANTIC - Arquivo

MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde alertou nesta quarta-feira sobre os riscos para a saúde do consumo de suplementos de vitamina D sem indicação ou supervisão médica, ressaltando a importância de sempre usá-los de forma racional e com base em evidências científicas.

"Embora a vitamina D desempenhe um papel essencial no metabolismo ósseo e na regulação do cálcio, seu uso deve ser baseado em critérios clínicos bem fundamentados, a fim de evitar intervenções ineficazes ou potencialmente prejudiciais", disse um comunicado do Ministério.

A advertência emitida pelo Ministério da Saúde segue um alerta de saúde nas Ilhas Baleares, onde 16 pessoas tiveram que ser hospitalizadas por hipervitaminose D, ou seja, níveis muito altos de vitamina D. Esses envenenamentos ocorreram em pessoas saudáveis que consumiram um suplemento defeituoso vendido on-line, o que causou hipercalcemia, insuficiência renal e arritmias.

Além disso, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS) documentou casos anteriores de hipercalcemia grave devido a overdose em adultos e crianças.

Nesse sentido, a Health enfatizou que esses produtos não devem ser consumidos sem uma indicação médica precisa, pois a suplementação inadequada pode causar efeitos adversos, especialmente quando as doses recomendadas são excedidas. Também acrescentou que as evidências disponíveis não apóiam de forma conclusiva os benefícios não musculoesqueléticos atribuídos a essa vitamina.

O Ministério também ressaltou que os testes diagnósticos para determinar os níveis de vitamina D não se justificam em pessoas assintomáticas sem fatores de risco específicos, conforme declarado nas diretrizes clínicas.

INDICAÇÕES CLÍNICAS PARA A DOSAGEM DE VITAMINA D

A esse respeito, ele detalhou os casos em que a medição de vitamina D é justificada. São pacientes com sintomas compatíveis com deficiência de vitamina D ou com distúrbios do metabolismo ósseo, como osteomalácia, entre outros; idosos institucionalizados com risco de queda e fratura.

Também naqueles com doenças crônicas que interferem no seu metabolismo, como insuficiência renal ou hepática grave, doença inflamatória intestinal, cirurgia bariátrica ou má absorção; naqueles em tratamento com medicamentos que interferem na sua absorção ou ativação, como glicocorticoides ou anticonvulsivantes; e quando há suspeita de intoxicação por hipervitaminose D.

Com relação aos níveis de vitamina D considerados adequados, o Ministério da Saúde destacou que, de acordo com a Academia Nacional de Medicina dos EUA, níveis entre 12 e 20 ng/ml são suficientes para atender às necessidades de 97,5% da população.

Se o valor for menor, especialmente em idosos, pessoas institucionalizadas ou com osteoporose, a suplementação pode ser justificada, com doses que variam de 400 a 2.000 UI por dia, dependendo da situação clínica. Em todo caso, ele reiterou que seu consumo deve ser feito sob supervisão profissional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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